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Sidrolandia

Falta de material atrasa entrega conclusão de 33 casas do Altos da Figueira

O serviço de acabamento – de pedreiro e pintor – também está prejudicado porque os subempreiteiros destes serviços ficaram até três meses sem pagar seu pessoal.

Flávio Paes/Região News

08 de Agosto de 2014 - 08:20

A falta de tomadas, interruptores, vasos sanitários e pisos, estão atrasando a entrega das 33 casas no Altos da Figueira que estão sendo construídas ao lado do Residencial do Minha Casa, Minha Vida. Há 30 dias o encanador e o eletricista contratado pelo empreiteiro estão ociosos porque depende da chegada do material.

O serviço de acabamento – de pedreiro e pintor – também está prejudicado porque os subempreiteiros destes serviços ficaram até três meses sem pagar seu pessoal e com isto muitos operários foram embora. De quatro pintores, só restaram dois e os dois pedreiros voltaram a trabalhar depois de receber parte do que tinham direito.

Representantes da empresa responsável pela obra, a Cocil Engenharia, informam que alguns empreiteiros atrasaram os salários do seu pessoal porque não conseguiram concluir os serviços que empreitaram daí porque, também não receberam.

Além destes percalços para terminar essas 33 casas, continua indefinido o início das obras das demais 17 casas que estavam planejadas para esta mesma região do Altos da Figueira. A Agência Estadual de Habitação (Agehab) vetou a construção porque os lotes tem topografia irregular, exigindo um investimento alto em aterro.

A Prefeitura destinou uma área no Jardim Paraíso, mas o projeto de desafetação  foi rejeitado pela Câmara no final do primeiro semestre. Uma nova proposta foi enviada ao Legislativo e deve ser aprovada nos próximos dias.

Não é a primeira vez que a construção destas casas sofre com atrasos nos pagamentos. No ano passado os subempreiteiros ficaram quase 90 dias sem receber. Segundo denunciante, que pediu para não ter sua identidade divulgada por temer retaliações, ele e mais outros dois moradores do Assentamento Eldorado foram contratados em regime de empreita com a promessa de receber R$ 70,00 por dia.

Depois de 45 dias ainda não recebeu nenhum centavo é a alegação da empresa é que espera o repasse da Caixa Econômica Federal. Como não há alojamentos, alguns arrumaram colchão e estão dormindo dentro das casas que estão semiacabadas.