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Sidrolandia

Família gasta R$ 3,2 mil com bebê alérgico a comida e pede ajuda para tratamento

O problema é que o tempo de estadia terminou, o dinheiro da família acabou, ela não tem onde ficar no Rio e precisa de ajuda até para comprar leite especial para o garoto.

Correio do Estado

12 de Novembro de 2015 - 07:24

Enzo Gabriel tem apenas 8 meses, mas há algum tempo luta pela vida. O bebê sofre de alergia múltipla alimentar e tem reações severas ao ingerir, tocar ou até mesmo sentir o cheiro de qualquer tipo de alimento. Em situações como essas, o corpinho do pequeno, imediatamente, responde com feridas e inchaços. Para controlar a alergia, manter Enzo nutrido e dar continuidade ao tratamento da criança, a família gasta em torno de R$ 3,2 mil por mês e precisa de ajuda.

A situação do bebê causou comoção até mesmo na campo-grandense Viviane Miranda, a musa do Rei Roberto Carlos, que custeou passagem aérea e hospedagem para a família tratar Enzo com médico especialista no Rio de Janeiro.

O problema é que o tempo de estadia terminou, o dinheiro da família acabou, ela não tem onde ficar no Rio e precisa de ajuda até para comprar leite especial para o garoto.

Fábio de Souza Pereira, 35 anos, é mecânico de carro e caminhão, mas deixou o emprego para se dedicar aos cuidados com o filho. “Ele estava morrendo”, justificou. A mãe, Francini Souza, 28 anos, é enfermeira, mas também está desempregada por conta da situação do garoto.

O bebê tem uma doença chamada FPies, que é uma alergia múltipla alimentar. Por conta disso, não pode experimentar nada, apenas se alimenta de um leite a base de aminoácido, o Neocate. O produto custa de R$ 180 a R$ 210, dependendo do local onde se compra e a lata é suficiente para alimentar Enzo durante apenas dois dias.

“Quando ele tem contato com alimento fica com ferida no corpo todo, o bumbum assa e fica na carne viva, tranca a glote. A reação é imediata, na hora da ingestão incham os lábios, os olhos, a barriga, causa ferida na boca, no céu na boca, até o cheiro causa reação”, explicou Fábio.

O pai conta que Enzo tem oito meses, mas até hoje nunca dormiu em seu quarto, que está intacto. Ele passa a maior parte do tempo em hospitais e, quando está em casa dorme no quarto dos pais, que não descuidam até mesmo porque a criança também tem refluxo grave.