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Sidrolandia

Frigorífico fecha acordo salarial e programa para 26 de janeiro testes de abate

Atualmente a empresa já conta com 45 funcionários, pessoal administrativo, guarda e manutenção.

Flávio Paes/Região News

24 de Novembro de 2016 - 13:45

Com três anos de atraso em relação ao cronograma inicial, o Frigorífico Balbinos programa para o próximo dia 26 de janeiro o início das operações, com previsão do abate teste de até 600 cabeças por dia. Segundo o presidente do sindicato que representa os trabalhadores, Sérgio Bolzan, no início do ano a empresa vai iniciar o processo de seleção para contratar 300 trabalhadores.

Atualmente a empresa já conta com 45 funcionários, pessoal administrativo, guarda e manutenção e no início do mês foi fechado o acordo salarial que prevê um reajuste de 10,50% (acima do INPC, que ficou em 8,50%). Foi fixado um piso salarial de R$ 1.090,00; uma cesta básica e um adicional de insalubridade de 12% para aqueles que vão trabalhar nos setores onde a temperatura for abaixo de 12 graus.

O projeto de transformar o antigo matadouro num frigorífico moderno com capacidade para abater até 700 cabeças por dia foi anunciado em janeiro de 2013. O foco será abastecer os grandes mercados consumidores (São Paulo e Rio de Janeiro) e o mercado externo. O investimento previsto é de R$ 12 milhões, sendo que R$ 4 milhões foram aplicados só na aquisição do antigo matadouro, negócio fechado em maio de 2013. O Grupo Balbinos é sediado em Campinas, interior de São Paulo, atuando há mais de 30 anos no segmento de carne bovina, com distribuidora e indústria frigorífica. Está presente em Mato Grosso do Sul desde 2011, tendo arrendado por dois anos uma unidade industrial de Nioaque.

Segundo o prefeito Ari Basso, nesta primeira etapa de funcionamento o fluxo de caminhões gerado pelo frigorífico terá de passar pelo centro da cidade. O Governo do Estado vai custear a implantação da via de acesso (com duas pistas) numa extensão de 4 quilômetros, começando na MS-162 (saída para Maracaju).

Toda área por onde passará o traçado planejado já foi escriturado pela Prefeitura, depois de ser doada ao município pelos dois proprietários em julho de 2014. Num entendimento intermediado pelo corretor Clédio Santiani, a doação das áreas (8,4 hectares da propriedade de Ivone Soares e 5,4 de Paulino Straliotto) livrou o município de pagar pelo menos R$ 1,380 milhão de indenização, tomando como base o valor de R$ 100 mil por hectare.

A implantação do acesso (inicialmente apenas cascalhada) será custeada com recursos do Fundersul. A obra depende de licenciamento ambiental do Imasul, porque corta uma área de várzea, além de exigir a construção de uma travessia sobre o Córrego Azul.