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Sidrolandia

Funcionários não aderem à greve e agências bancárias de Sidrolândia funcionam normalmente

A força sindical da Capital, que os representa, não conseguiu convencer os trabalhadores pela paralisação do atendimento.

Paula Lucia/Região News

30 de Setembro de 2014 - 10:24

Um grupo de representantes do Sindicato dos Bancários de Campo Grande percorreram as cinco agências de Sidrolândia (Sicredi, HSDB, Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Brasil) na manhã de hoje, em negociação para que os funcionários aderissem à greve deflagrada nesta terça-feira, dia 30.

A força sindical da Capital, que os representa, não conseguiu convencer os trabalhadores pela paralisação do atendimento em protesto a nova proposta salarial dos patrões que elevaram o reajuste de 7% para 7,35% e de 7,5% para 8% a correção dos pisos salariais na tentativa de evitar a greve.

Para a presidente do Sindicário (Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região), Iaci Torres, a proposta dos bancos é insuficiente. “Os bancos tiveram crescimento de mais 20% no último ano, então sabemos que esse aumento é possível”, afirma. Segundo a presidente da entidade, a greve é necessária já que os bancos insistem ainda em não negociar outros itens das reivindicações, como demissões e “metas inatingíveis”.

“A gente sabe que existe complicação para a população porque é um período em que aumenta muito o movimento nos bancos, mas precisamos da compreensão de todos, porque se não o bancários continuarão sendo prejudicados”, destaca. Iaci lembra que durante dias normais os clientes já são prejudicados pela demora no atendimento.

“A população já espera até duas horas nas filas e é por isso também que estamos brigando”, acrescenta. Embora, a última negociação não tenha retraído à greve, a presidente do Sindicário acredita que é possível que os bancos cedam as reivindicações com o início da greve. “Desta vez, eles estão com uma estratégia diferente, porque em outros anos eles não faziam proposta inicial com aumento real, era sempre a inflação. Então, queremos fazer uma pressão muito forte para que isso se resolva o mais rápido possível”.

Reivindicação - Os sindicalistas querem reajuste de 12,5% nos salários, piso salarial de R$ 2.979,25 e aumento maior para os vales refeição, alimentação e auxílio-creche/babá; que estão entre os 20 itens da reivindicação.