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Sidrolandia

Goleiro Bruno diz que se julgaria inocente em um tribunal

Bruno reafirma que não sabia de nada, diz que não participou do crime e joga a responsabilidade para o amigo Macarrão.

Bom Dia Brasil

19 de Julho de 2010 - 08:54

Veja a segunda parte da conversa gravada durante o voo do Rio de Janeiro até Minas Gerais, exibida com exclusividade pelo Fantástico. Bruno reafirma que não sabia de nada, diz que não participou do crime e joga a responsabilidade para o amigo Macarrão.

A confiança foi conquistada ao longo de anos. “Amizade de quase 18 anos. Foi criado comigo, de infância. É o cara que passou a trabalhar comigo um tempo. Eu disse: 'O negócio é o seguinte: larga o que você está fazendo'. Ele trabalhava no Ceasa, era conferente. Eu disse: 'larga isso aí, vem trabalhar comigo, eu pago seu salário'”, diz Bruno.

“Ele se preocupava em sempre me deixar jogar futebol, mais nada. Minha cabeça toda voltada para jogar bola. Ele cuidava do resto. Conta de banco, conta, sempre foi assim”, afirma Bruno.

A família de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, confirma. “Não tem como não falar que era o braço direito de Bruno, porque, se você me chama de ‘meu irmão’, então, você vai resolver para mim. É você que resolve. Era a pessoa que era qualificada por Bruno. Chama-se Luiz Henrique”, revela Cássio Romão, pai de Macarrão.

Mas, no voo para a cadeia, Bruno demonstra de novo que já não tem tanta confiança nesse tal irmão: “Confio no meu irmão, criado comigo, confio nele, mas essas últimas notícias me deixaram...”.

A confiança teria sido abalada pelas notícias sobre o sumiço e assassinato de Eliza Samudio e pelo depoimento do menor, apreendido na casa de Bruno e que confessou o envolvimento no crime: “Me deixou abismado. Fiquei assustado com toda situação, não tem como acreditar mais”, disse Bruno.

Os dois são suspeitos de participação no mesmo crime, mas, para Bruno, a situação dele perante a Justiça é bem diferente da de Macarrão. Perguntado sobre como julgaria a si próprio em um Tribunal de Júri, ele respondeu: “Não sei qual é o inquérito. Eu acho que sairia inocente. Eu acho, porque eu tenho a consciência tranquila, porque eu não fiz nada, que eu não tenho nada a ver com essa história”.

Homem: Você não acha que o senhor foi pelo menos omisso?
Bruno: Não. Até o momento meu com a criança, ali eu estou envolvido, com a criança. Agora, com as outras coisas que saíram essa semana, não estou nem acreditando mais no que ele tem para falar.

Homem: O que ele te falou?
Bruno: O que ele me passou foi isso: que ele deu dinheiro pra ela e ela pegou e viajou. Só que estão surgindo uns acontecimentos, não está me dizendo isso. Está dizendo isso que vocês todos estão sabendo.

Homem: E o sangue dela na sua Land Rover?
Bruno: Ele está com meu carro, dirige meu carro. Eu não viajo com meu carro. Ele tem acesso livre, eu viajo com meu carro de vez em quando. O carro é mais dele do que meu.

O goleiro, que se declara inocente, joga a responsabilidade nas costas do homem que tatuou o nome dele: ‘Bruno e Maka: a amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir. Amor verdadeiro’.

“Hoje, com todos os fatos que têm, é difícil acreditar nele. Pelo que estou vendo, tudo em volta, tudo que está acontecendo, estou chocado”, declarou Bruno.