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Sidrolandia

Governo cobra de União cumprimento de acordo para poder abrir 6 mil vagas em presídios

Atualmente há cerca de 4.800 presos aguardando sentença e contribuindo para a superlotação de penitenciárias em Mato Grosso do Sul.

Midiamax

25 de Setembro de 2013 - 14:40

Após o Ministério público recomendar a abertura de seis mil vagas em presídios no Mato Grosso do Sul, para contornar a superlotação, o governador André Puccinelli (PMDB) disse que para cumprir isso a União precisa cumprir com a parte dela no acordo.

“Há 12 mil presos no Estado e cerca de quatro mil são de crimes federais. Há tempos o [Wantuir] Jacini – secretário de Segurança Pública – tenta convênio com o Governo Federal para termos sequer R$ 1 real”, afirmou o governador.

Em média cada preso custa aos cofres estaduais R$ 1.400,00, segundo discurso de Puccinelli em evento na Acadepol, nesta quarta-feira (25). Para a vigilância dos presos, há 1.300 agentes penitenciários no Estado. “Eu não sei se teria a capacidade e a coragem de exercer esta profissão”, declarou.

Segundo o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Deusdete de Souza Oliveira, desde 2007, 230 novos agentes tomaram posse e há concurso aberto para mais 300.

“Atualmente existem 6.500 vagas, 2.500 a mais do que quando assumimos. Mas devido a fronteira com dois países complicados – Paraguai e Bolívia – há muitos presos federais, por tráfico de drogas”, explicou Oliveira.

Atualmente há cerca de 4.800 presos aguardando sentença e contribuindo para a superlotação de penitenciárias em Mato Grosso do Sul. O custo disto aos cofres públicos corresponde a R$ 6,2 milhões por mês, segundo um último levantamento da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB/MS.

“Enquanto a média nacional é de 250 para cada 1000 mil habitantes, em Mato Grosso do Sul essa média são de 500 presos, por 1000 habitantes. Então a União tem que colaborar na ampliação de vagas, já que nem todos são presos daqui”, finalizou o diretor-presidente da Agepen.