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Sidrolandia

IMOL deixa de fazer necropsia e famílias terão de pagar para trazer de volta os corpos da Capital

Até o mês passado as necropsias na cidade sempre foram feitas por médicos legistas cedidos pela Prefeitura.

Flávio Paes/Região News

13 de Dezembro de 2016 - 13:28

Desde o início do mês o Instituto Médico Legal e Odontológico (IMOL) de Sidrolândia suspendeu o serviço de necropsia de Sidrolândia e só vai fazer exames de corpo delito. Com isto, os corpos de vítimas de mortes violentas ou mesmo naturais, no caso de recomendação médica para identificação da causa, terão de ser levados para Campo Grande, entrar numa fila de espera de atendimento que pode demorar horas ou até um dia. Além de retardar o velório e sepultamento, esta determinação vai onerar as famílias que terão de pagar até R$ 216,00 para o translado de volta a cidade.

Até o mês passado as necropsias na cidade sempre foram feitas por médicos legistas cedidos pela Prefeitura. A partir de agora a orientação do IMOL é de que o serviço seja feito apenas por legistas concursados do seu quadro e até que haja designação de um profissional para Campo Grande, o serviço local está suspenso. A medida também tem impacto também para o trabalho de investigação da policia.

Atualmente o IMOL de Sidrolândia, onde funciona também o posto de identificação, só abre de manhã, das 7 às 11 horas, com a servidora municipal, Marta Martins. Este expediente só vai se estender até o dia 21, quando começa o recesso de servidor. Como ela vai estar de férias de 2 a 17 de janeiro, o atendimento ao público será retomado no dia 18.  

A servidora digita os laudos de necropsia e corpo de delito, não só das vítimas de agressão, mas também de pessoas presas em operações policiais ou quando os detentos são levados para unidades prisionais em outras cidades. O exames são feitos nos próprios consultórios dos legistas que encaminham os laudos manuscritos para digitação.

A remoção para a Capital é feita pela funerária de plantão, sem custo, para o retorno não tem gratuidade. As empresas reclamam que pelo acordo, as plantonistas terão de fazer a remoção até Sidrolândia, agora terão de levar até a Capital e arcar com os custos. Recentemente, a Pax Bom Jesus, levou a Campo Grande os quatro corpos das vítimas de um acidente na MS-162, moradores de Rio Verde e, portanto o atendimento foi feito por empresas desta cidade no norte do Estado.