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Sidrolandia

Indústria amplia participação no estoque de empregos em MS

No mês de julho, em Mato Grosso do Sul, foram criados 1.324 postos formais de trabalho

TV Morena

31 de Agosto de 2010 - 15:41

Com saldo de 1.294 empregos formais criados no mês de julho, o melhor resultado para o mês nos últimos 15 anos, o setor industrial de Mato Grosso do Sul, composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, alcançou um estoque total de 111,9 mil postos formais de trabalho, ampliando em um ponto percentual a participação sobre o estoque de empregos formais existentes no Estado, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Agora, ainda de acordo com o Radar da Fiems, o setor passa a responder por 21% do total de empregos formais existentes em Mato Grosso do Sul, ficando atrás somente dos setores de serviços (137,3 mil empregos formais) e administração pública (130,7 mil empregos formais) e na frente dos setores de comércio (100,5 mil empregos formais) e agropecuária (65,1 mil empregos formais). Com o saldo acumulado no ano, o Estado obteve a marca de 545,4 mil postos formais de trabalho. Indicando uma elevação equivalente a 5,65% sobre o estoque total verificado ao final de 2009.

No mês de julho, em Mato Grosso do Sul, foram criados 1.324 postos formais de trabalho, sendo este o 4º melhor resultado da série histórica para o mês no Estado, atrás somente dos saldos obtidos em julho dos anos de 2006, 2005 e 2004 com a geração de 1.498, 1.415 e 1.394 vagas, respectivamente. Em 2009, no mesmo mês, o saldo foi negativo em 54 vagas. No ano, em termos absolutos, quando comparado com as demais Unidades da Federação, o Estado apresentou a 14ª maior expansão. Já em termos relativos à expansão passa a ser a 8ª maior, equivalente a 5,65% sobre o estoque de empregos verificados ao final de 2009.

Crescimento acima da média nacional (5,02%) e de Estados que possuem um mercado de trabalho formal maior que o de Mato Grosso do Sul, como o Rio Grande do Sul (5,21%), Santa Catarina (4,4%), Paraná (5,17%), Pará (4,08%), Bahia (4,84%), Ceará (4,14%), Pernambuco (1,93%) e Rio de Janeiro (3,26%). Com o desempenho verificado em julho, o segmento industrial mantém sua elevada participação sobre o saldo total de empregos formais criados, no ano, em Mato Grosso do Sul.

Para se ter idéia, de janeiro a julho, as indústrias sul-mato-grossenses geraram 8.562 novos postos formais de trabalho, o que corresponde a 39% do total de 21.908 novos empregos gerados em Mato Grosso do Sul no período. Na seqüência aparece o setor de serviços com 7.088 vagas ou 32%, agropecuária com 4.205 vagas ou 19% e o comércio com 2.106 vagas ou 10% do total de novos empregos criados no Estado em 2010.

Índice de Evolução

Em Mato Grosso do Sul, o Índice de Evolução do Emprego Formal nas atividades industriais amplia ainda mais a sua evolução acumulada. Para se ter idéia, o índice no segmento industrial, na posição verificada em julho, foi de 163,9 pontos, indicando um crescimento de 64% sobre o estoque do ano base (2005). Na mesma comparação, o setor de Serviços apresentou um índice de 137,7 pontos e crescimento de 38%, o Comércio com 125,5 pontos (+26%), a Agropecuária com 118,6 pontos (+19%) e Administração Pública com 112,4 pontos (+12%).

Ou seja, o índice verificado na Indústria apresenta um ritmo de expansão superior ao dos Serviços, Comércio, Agropecuária e Administração Pública em 19%, 31%, 38% e 46%, respectivamente. Em relação ao mês imediatamente anterior, o índice de evolução do emprego formal na Indústria, Comércio e Serviços elevou-se em 1,2%, 0,3% e 0,2%, respectivamente. Já a Administração Pública não apresentou alteração em seu índice. Por fim, a Agropecuária apresentou uma redução equivalente a 0,8%

No caso do emprego formal total em Mato Grosso do Sul, o índice de evolução alcançou, em julho, a marca 130,1 pontos. Indicando, deste modo, um crescimento de 30% sobre o estoque do ano base (2005). Já em relação ao mês imediatamente anterior constata-se uma ligeira evolução, equivalente a 0,2%.