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Sidrolandia

Inmetro avalia uniformes escolares

A reincidência leva a penalidades como multas que chegam a R$ 150 mil, dependendo da gravidade do caso.

Dourados Agora

19 de Janeiro de 2011 - 17:56

O Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) faz esta semana uma varredura em fábricas e lojas que revendem uniformes escolares em Dourados. O objetivo é verificar se as informações contidas na etiqueta correspondem às normas da resolução do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).

A atividade, que faz parte da Operação “Volta às Aulas”, é intensificada com a proximidade do início das aulas, período em que aumenta a procura por uniformes escolares.

De acordo com a agente metrológica Ivete da Silva, os fiscais também avaliam se estas informações são as mesmas oferecidas ao consumidor. Segundo ela, fabricantes devem disponibilizar etiquetas contendo marca ou Razão Social, CNPJ, Composição (porcentagem de algodão, viscose, linho, etc.), conservação (símbolos de conservação), país de origem e indicação de tamanho. “Isto porque diante de qualquer problema o comprador pode identificar o responsável pela fabricação e até mesmo procurar seus direitos no Procon”, disse.

Outra preocupação do Inmetro, segundo ela, é que o consumidor precisa ser informado sobre o que está levando para a casa. “Algumas crianças são alérgicas a certos tipos de tecido”, alerta.

Outra vantagem da etiqueta, segundo Ivete, é que esta acaba sendo uma garantia para o lojista. “Evita por exemplo que o cliente troque o produto quando não tem este direito. Isto acontece quando ele é responsável por um dano no pro-duto. Se a etiqueta informa sobre as formas de conservação e lavagem e o consumidor não respeita estes alertas, conse-quentemente não tem o direito de reclamar”, disse.

Em dois dias, o Inmetro fiscalizou, seis fábricas de Dourados. Duas dessas apresentaram irregularidades. Diante disso, os produtos foram retirados da área de comercialização. A empresa foi notificada a regularizar-se num prazo de 10 dias. A reincidência leva a penalidades como multas que chegam a R$ 150 mil, dependendo da gravidade do caso.

Ivete assegura aos pais que todas os fábricantes passarão por fiscalização, incluindo as de ‘fundo de quintal’. Todos os dados sobre as empresas, como CNPJ ou razão social, são conferidas pelo Inmetro. Para atestar a qualidade do produto, o Inmetro encaminha amostras do tecido, por exemplo, aos laboratórios. Os laudos saem em 30 dias.

O alerta para os pais é que verifiquem se o uniforme conta com etiqueta e respeitem as informações contidas nela. Diante de eventuais irregularidades o consumidor pode acionar o instituto através do serviço : 0800 67 5220.

COMÉRCIO

O gerente da Fábrica Faby Uniformes, Fabiano Franco Arguelho, diz a procura por uniformes já é três vezes maior nesta época em relação a volta às aulas no meio do ano. O preço, segundo ele, está acessível agora por conta das promoções da época. Os uniformes da rede municipal custam em média R$ 10 o infantil e R$ 12 o adulto. Para ele, é de funda-mental importância as fiscalizações do Inmetro pois “garantem qualidade para o consumidor”.