Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Terça, 25 de Janeiro de 2022

Sidrolandia

Intervenção da justiça garante cirurgia de urgência em Dourados

Operação para retirada de cateter aconteceu por decisão judicial. Sem o procedimento, paciente podia perder um dos rins.

Dourados Agora

27 de Abril de 2011 - 09:09

Em Dourados, o Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul conseguiu na Justiça que uma paciente realizasse cirurgia de urgência para retirada de um cateter - instrumento que permite acesso ao sistema circulatório. Problemas em equipamento cirúrgico do município impossibilitava a realização do procedimento.

A decisão da Justiça Federal foi realizada com base na urgência da intervenção cirúrgica, já que paciente, de acordo com laudo médico, poderia perder um dos rins caso a operação não fosse realizada imediatamente. Para o MPF, a negação, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do fornecimento de tratamento adequado a pacientes com enfermidades graves representa violação ao direito constitucional à saúde e à vida.

Entenda o caso

Segundo a ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, após a realização de diversas tentativas frustradas de conseguir a cirurgia pela rede municipal de saúde, a paciente procurou o órgão ministerial. Ela relatou que o Hospital Universitário (HU) não atendeu seu pedido pois o único aparelho da rede pública apto para a realizar o procedimento estava danificado. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, um processo licitatório para a manutenção do aparelho estava em andamento, mas demoraria 30 dias para sua conclusão.

O HU encaminhou, então, o pedido de transferência da paciente para o Hospital Evangélico, mas a Secretaria de Saúde negou a solicitação. Por outras duas vezes, o MPF buscou informações na Secretaria sobre uma data precisa para a operação, porém nada foi informado. Dessa forma, considerando a urgência da situação, o MPF solicitou à Justiça a realização da cirurgia pelo SUS independentemente de objeção burocrática, de maneira a proteger a integridade física e a vida da paciente.