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Sidrolandia

Jovens que criaram suplemento de soja para previnir câncer vão aos EUA

As jovens cientistas se formaram em julho deste ano pelo IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul)

Campo Grande News

10 de Outubro de 2014 - 07:49

Duas jovens de Coxim, ganharam credencial para participar da maior feira de ciências e tecnologia do mundo nos Estados Unidos. As técnicas em alimentos, Carla Fernanda Okabe e Rayane Dayana de Souza, ambas de 18 anos, criaram um suplemento alimentar extraído da farinha de soja, que previne alguns tipos de câncer e ainda pode ajudar na cura da doença.

As jovens cientistas se formaram em julho deste ano pelo IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). Elas contam que escolheram a soja para pesquisa porque a oleaginosa é cultivada em diversos países, mas perceberam que ainda há pessoas que têm receio de consumir o alimento. “A disponibilidade de matéria-prima em abundância facilita o estudo. Sua viabilidade econômica foi um dos critérios para escolha da soja em nossa pesquisa. Outro detalhe percebido ao longo da experimentação é que vimos que muitas pessoas ainda têm medo de consumir a soja", destacou Rayanne.

Carla Fernanda garante que o suplemento à base de soja não é tóxico, nem oferece qualquer risco à saúde. "Concluímos após diversos testes laboratoriais que o suplemento desenvolvido em nossa pesquisa ajuda na prevenção e não ocasiona nenhum toxicidade em pacientes doentes, podendo ser um adicional no tratamento", explica.

As técnicas foram premiadas pelo projeto durante a 12ª Febrace (Feira Brasileira de Ciência e Engenharia), realizada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Com isso, elas ganharam a credencial para participação na Feira Intel ISEF 2014, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Reconhecido pelo governo do Estado e de Coxim e entidades voltadas ao agronegócio e empreendedorismo, o projeto das jovens ganha cada vez mais apoio. Segundo o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), Mauricio Saito, o trabalho desenvolvido pelas jovens servirá de exemplo para outros estudantes. 

"As alunas conseguiram mostrar que a soja é mais que um alimento, é um remédio e uma nova esperança para uma doença que prejudica tantas pessoas no mundo inteiro. Outros alimentos também podem servir de experiência para que, com o suporte da tecnologia, os produtos agropecuários sirvam não só de alimentos, mas de meios para combater males da humanidade”, disse.

Também apoiam as iniciativas de apresentar o projeto em outros países, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Em julho deste ano, após a formação, Carla e Rayane ganharam moção de congratulação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pela pesquisa desenvolvida.