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Sidrolandia

Manifestação fecha 90% das escolas públicas de MS, diz Fetems

Em Campo Grande, cerca de 150 trabalhadores com faixas, entre professores, representantes de movimentos sindicais e trabalhistas, participaram de protesto no Centro.

G1 MS

30 de Agosto de 2013 - 16:33

Pelo menos 90% das 1,3 mil escolas públicas em Mato Grosso do Sul ficaram sem aula por conta da paralisação dos profissionais da educação, nesta sexta-feira (30), conforme estimativa da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). Em Campo Grande, cerca de 150 trabalhadores com faixas, entre professores, representantes de movimentos sindicais e trabalhistas, participaram de protesto no Centro.

Ao G1, a assessoria do governo sul-mato-grossense informou que só saberá o número de alunos sem aula no período da tarde. A prefeitura de Campo Grande disse, por meio da assessoria, que não tem como saber a quantidade de estudantes afetados.

O presidente da Fetems, Roberto Botareli, afirmou que a manifestação é por melhores condições de trabalho dos profissionais da educação. As principais reivindicações são pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) e pelo investimento de, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB), além do fim do Projeto de Lei (PL) número 4330/2004, que regulamenta a terceirização nos serviços públicos e privados, inclusive no setor educacional.

"Temos avançado, mas ainda precisamos conquistar algumas melhorias", afirmou. Ele relatou ainda que, em razão das manifestações, profissionais da educação de todo país ameaçam acampar no Congresso Nacional, em Brasília, e, no estado, aguardam para discutir sobre uma nova política salarial para os trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Alves Gonçalves, só em Campo Grande, 70% das 178 escolas não tiveram aulas e média de sete mil professores aderiram à paralisação.

A assessoria da prefeitura de Campo Grande informou que os alunos da rede pública não serão prejudicados, já que as instituições de ensino que aderiram à paralisação irão repor a carga horária deste dia para que não haja prejuízos escolares no ano letivo dos estudantes.