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Sidrolandia

Manifestantes liberam ônibus escolares do Núcleo João Batista no Assentamento Eldorado

Os estudantes do período de manhã voltaram para casa e no período vespertino os ônibus vão circular normalmente

Flávio Paes /Região News

06 de Fevereiro de 2014 - 10:54

Foto: Marcos Tomé/Região News

Terminou agora pouco a manifestação de aproximadamente 60 assentados que desde as 7 horas da manhã mantinham retidos no travessão João Batista, cinco ônibus do transporte escolar com aproximadamente 150 crianças. Elas estudam na região do retiro e nos Assentamentos Jibóia e na sede do Eldorado. Os estudantes do período de manhã voltaram para casa e no período vespertino os ônibus vão circular normalmente.


Depois de três horas de bloqueio os manifestantes decidiram liberar a passagem dos ônibus. Eles tomaram a decisão diante da informação do vereador Edivaldo dos Santos, de que o prefeito Ari Basso decidiu manter o itinerário dos ônibus de reduzir em 60 quilômetros o trajeto dos veículos que atendem a região que reúne aproximadamente 359 famílias, muitas delas, ainda morando em barracos e 62 dependendo de ligações clandestinas para atender acesso à energia elétrica. Nenhum representante da Prefeitura esteve local para ouvir as famílias.


O anúncio de que nada vai mudar no transporte, trouxe alívio para assentados como dona Francisca Silva Barreto, que tem três filhos em escolas, um estuda numa extensão que é no Retiro Claro e os outros, na sede do Assentamento Eldorado. Segundo ela, caso o ônibus não entrasse mais no travessão onde fica seu lote pelo menos seis crianças teriam de percorrer três quilômetros até chegar ao ponto de ônibus mais próximo. ”Além de muito distante, teríamos atravessar perto de uma mata fechada, onde o perigo de ser picado por uma cobra é grande”, informa.


Além do transporte escolar, a comunidade reclama da falta de manutenção dos travessões. “É preciso fazer o cascalhamento. No dia de chuva, só se consegue passar de trator”, confirma Jair Rodrigues, uma das lideranças da comunidade. Ele cobra também a construção de uma quadra na escola para as crianças e jovens terem aula de educação física e praticarem esporte.  Hoje estas aulas são ao relento ou embaixo dos pés de árvore. “Sem tem que fazer os jovens acabam bebendo e até usando drogas”, afirma Rodrigues.