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Sidrolandia

Médico abandona plantão por falta de luva, fio de sutura e remédio em MS

A direção do hospital negou falta de materiais citados pelo médico e confirmou a falta de alguns medicamentos

G1 MS

30 de Outubro de 2015 - 14:00

O médico Diogo Alexandre Rech, 32 anos, clínico geral do Hospital Municipal Idimaque Paes Ferreira no Centro de Rio Negro, a 160 km de Campo Grande, abandonou o plantão do hospital desta sexta-feira (30), alegando falta de materiais e estrutura básica para o trabalho.

"É um descaso, está totalmente sucateada a saúde no município, sem condições de atendimento à população", disse em entrevista à TV Morena. O caso foi registrado na Polícia Civil como preservação de direito. Na denúncia, o médico cita falta de luvas, máscaras, fios de sutura, aparelhos como oxímetro de pulso e para aferir pressão arterial, além de alguns medicamentos básicos, como dipirona.

A direção do hospital negou falta de materiais citados pelo médico e confirmou a falta de alguns medicamentos, que estariam a caminho da unidade, mas informou que pega emprestado do hospital de município vizinho quando precisa. A diretora administrativa, Evanile Rodrigues Gonçalves, considera a atitude do médico uma medida excessiva.

Rech está no hospital desde março e diz que comunicou os problemas de estrutura à direção do hospital e ao secretário municipal de saúde, mas que nenhuma providência foi tomada. O médico diz que também falta estrutura de raio-x e laboratório 24h, além de reclamar que os salários dos profissionais estão atrasados há três meses.

A administração do hospital confirma o atraso do salário do último mês e diz que deveria ter sido pago hoje. Ainda conforme a direção da unidade, o médico será exonerado do cargo de diretor clínico e de plantonista.

Para continuar os atendimentos nesta sexta-feira, um médico plantonista de um município vizinho foi chamado pelo hopsital para cobrir o plantão de Rech. O hospital também registrou um boletim de ocorrência, também de preservação de direito informando o abandono de função do médico. A unidade alega que o motivo foi o não recebimento do salário de outubro e informa que o município tem apenas o médico de plantão do hospital.