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Sidrolandia

Medida torna mais restrito acesso de religiosos a presídios de MS

Para a expedição da credencial, foram criadas regras tanto para a entidade religiosa como para o agente religioso.

G1 MS

11 de Julho de 2014 - 09:19

O acesso de religiosos a penitenciárias de Mato Grosso do Sul para realização de ações de reeducação de internos será mais restrito e dependerá, além da apresentação de vários documentos, da aprovação em uma investigação prévia de conduta social feita pela Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp).

De acordo com a portaria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) publicada no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (10), a medida visa aumentar a segurança no sistema prisional. Para a expedição da credencial, foram criadas regras tanto para a entidade religiosa como para o agente religioso.

As medidas foram bem recebidas pelo pastor Marcos Ricci, da Primeira Igreja Batista de Campo Grande e que trabalha em projetos de reeducação de presos há mais de vinte anos. Ele disse ao G1 que concorda com as medidas adotadas pelo Agepen. "São boas e necessárias, que já estavam sendo tomadas de forma gradativa nos últimos anos".

Ele explicou, ainda, que a exigência de um certificado de curso de Capelania para interessados em atuar em presídios é importante preparar o religioso na função. "Muitas vezes na intenção de ajudar, a falta de preparo acaba prejudicando a reeducação do detento. O candidato a agente religioso precisa conhecer os presídios, ter noção do que pode e não pode fazer e, principalmente, não prometer ajuda na tentativa de ajudá-lo", explicou o pastor.

Ainda de acordo com as novas regras, não serão aceitos, também, como agente religioso, requerentes com algum parentesco com internos que estão cumprindo pena nos regimes semiaberto, aberto e liberdade condicional. O limite para cadastro por denominação foi mantida em 20 agentes.