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Sidrolandia

Membros da Junta Administrativa da Santa Casa rebatem acusações do presidente da ABCG

Também afirmaram que foi realizada nova auditoria em 2012, em que se constatou dívida total de aproximadamente R$ 109 milhões.

Assessoria

17 de Julho de 2013 - 15:46

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Assembleia Legislativa, que investiga as aplicações dos recursos públicos em saúde no Mato Grosso do Sul ouviu nesta segunda-feira (15), os membros que compuseram a Junta Administrativa indicada para gerir a Santa Casa de Campo Grande no período de junho de 2011 a maio de 2013, sendo: Antonio Lastória, Nilo Sérgio Laureano Leme e Issan Moussa.

Nos depoimentos colhidos, os membros da Junta foram unânimes em declarar que a intervenção ocorrida em 2005 foi determinada por decisão judicial e à época foi realizada auditoria externa e constatada dívida de aproximadamente R$ 59 milhões, sendo R$ 47 milhões de débitos relacionados e o restante constante de parcelamento de débito tributário junto ao Governo Federal.

Também afirmaram que foi realizada nova auditoria em 2012, em que se constatou dívida total de aproximadamente R$ 109 milhões. Justificaram que o aumento nominal no período significa não significa acréscimo do débito, se considerar os juros de 1,02% cobrados pela Caixa Econômica Federal do empréstimo feito e a atualização monetária do capital.

Com relação à terceirização dos serviços, Antonio Lastória lembrou que a Santa Casa é uma instituição privada prestadora de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e que todos os serviços contratados são submetidos à decisão de um Conselho Gestor, do qual faziam parte, além dos três integrantes da Junta Administrativa, o Diretor Clínico da entidade, o Ministério Público Estadual e o Representante do Ministério do Trabalho. Após a decisão do órgão colegiado, essa era submetida aos membros da Junta Interventora.

Ao serem questionados, afirmaram categoricamente que os recursos pagos pelo SUS são, em boa parte dos procedimentos, muito inferiores aos valores despendidos pelo hospital e isso tem gerado um déficit de aproximadamente R$ 3 a 3,5 milhões/mês. Afirmaram por exemplo, que os serviços contratados de anestesiologia custam para a Santa Casa cerca de R$ 100 milhões/mês e recebem do SUS aproximadamente 11 mil.

Conforme Antonio Lastória, ao longo do período em que estiveram à frente da administração realizaram inúmeros investimentos que possibilitaram a ampliação do atendimento, sendo que hoje a instituição possui 698 leitos, 107 complementares e mais 33 leitos de UTI, implementados recentemente. “Todos com 11% de ocupação”, disse.

Já segundo Nilo Sérgio Laureano Leme, respondeu que desconhece a afirmação do atual presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Wilson Teslenco sobre um possível débito de R$ 500 mil contraído para aquisição de medicamentos no último dia de gestão da Junta. “Quero que ele apresente documentos que comprovem o alegado sob pena de tomarmos medidas legais acerca do fato”, falou.

Ainda conforme Leme, a Santa Casa é o maior hospital de referência do Mato Grosso do Sul, atendendo 92% pelo Sistema Único de Saúde. “Ressalto que no período que estivemos lá nunca fechamos as portas para o atendimento da população um dia sequer”, concluiu.

Fazem parte da Comissão Parlamentar de Inquérito, os deputados estaduais: Amarildo Cruz – presidente (PT), Lauro Davi – vice-presidente (PSB), Junior Mochi – relator (PMDB), Maurício Picarelli – vice-relator (PMDB) e Onevan de Matos – membro (PSDB).