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Sidrolandia

Ministério dos Transportes garante traçado da ferrovia por MS

O trabalho é técnico. Não tem influência política. A opção técnica é a mais econômica. A ferrovia vai até Dourados, isto está certo”, declarou.

Cojuntura Online

16 de Agosto de 2013 - 13:00

Apesar do lobby feito por São Paulo, o presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) do Ministério dos Transportes, Bernardo Figueiredo, garantiu que o traçado da ferrovia EF-267 será mantido atendendo Dourados e outras cidades de Mato Grosso do Sul.  Ele participou nesta sexta-feira, da audiência Ferrovia EF-267 – Integração e Desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, no plenário Julio Maia, na Assembleia Legislativa.

“O trabalho é técnico. Não tem influência política. A opção técnica é a mais econômica. A ferrovia vai até Dourados, isto está certo”, declarou.

Questionado, Bernardo Figueiredo disse ainda que existe a possibilidade de criar um ramal para atender também Três Lagoas.“Há 40 anos está diagnosticada a necessidade de ferrovia. Nós estamos falando de resgatar um lapso da infraestrutura. Este momento é especial”.

Na audiência pública realizada pelos deputados estaduais Amarildo Cruz e Laerte Tetila e pelo senador Delcídio do Amaral (os três do PT), Bernardo Figueiredo também ressaltou a importância de ampliar a malha ferroviária no Brasil para substituir parte do transporte que é feito hoje por caminhões.

“A logística no Brasil depende do transporte rodoviário, inclusive nas longas distâncias, onde não é competitivo. O transporte rodoviário opera no limite da sua capacidade e com baixa produtividade. Além disso, a idade média da frota é de 18 anos”, disse.

Hoje, a infraestrutura ferroviária está restrita a poucos corredores, dedicados quase exclusivamente ao transporte de minério de ferro. “Não é sustentável transportar carga pesada por caminhão. Vamos pagar o preço por isso. Mais cedo ou mais tarde vamos ter que trocar o caminhão pelo trem”, afirmou o presidente da EPL.

A ferrovia será feita por meio de concessão, com cinco anos para a conclusão da obra. As linhas férreas estão previstas no Programa de Investimento e Logística, lançado no dia 15 de agosto do ano passado, e com previsão de investimento R$ 91 bilhões.

Uma eficiente logística de escoamento da produção é o que almejam os setores agrícola e industrial de Mato Grosso do Sul. As estradas de ferro são peças fundamentais neste processo. Segundo o senador Delcídio do Amaral (PT), as maiores economias do mundo têm como seu principal modal de transporte as ferrovias.

“Investir em linhas férreas significa baratear o frete e tornar mais competitivo aquilo que é produzido no Estado. Logo, a população sentirá uma redução no bolso daquilo que é servido na mesa. Além disso, as ferrovias desafogarão as rodovias. Diminuindo o tráfego de caminhões pesados, as rodovias poderão ser melhor conservadas”, disse Delcídio.

Para o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), as ferrovias são vitais para o desenvolvimento do Estado. “Existe uma disputa. Os parlamentares paulistas buscam alterar o projeto original das ferrovias. Eles lutam que os trilhos passem pelo Estado de São Paulo e que entrem no Mato Grosso do Sul apenas pela região de Batayporã. O projeto original prevê que o ramal entre em Brasília, contemplando Três Lagoas, Bataguassu, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo, Batayporã, Nova Andradina, Dourados, Maracaju, Angélica e Deodapólis. Hoje, o governo Federal reafirma a manutenção do projeto original, ou seja, atendendo nosso Estado”, destacou Amarildo.

O deputado estadual Laerte Tetila (PT) tem debatido o assunto dentro da Casa de Leis e em vários estados brasileiros.  “O governo Federal tem esse projeto como prioridade para o escoamento da carga pesada. As duas regiões geoeconômicas mais importantes de Mato Grosso do Sul, Grande Dourados e do Bolsão, estarão conectadas devidamente, com o escoamento para os portos de Santos, Paranaguá e sul do Brasil”, afirmou.