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Sidrolandia

Ministra da Agricultura destaca a logística para a competitividade de MS

Kátia Abreu disse ainda que com a reforma ministerial, sua pasta ganhou novas atribuições, incorporando a área de aquicultura e pesca

G1 MS

30 de Outubro de 2015 - 15:53

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, representando a presidente Dilma Rousseff, destacou na manhã desta sexta-feira (30), em Três Lagoas , no lançamento da pedra fundamental da segunda linha de produção da fábrica de celulose da Fibria, a importância da logística para assegurar a competitividade dos produtos brasileiros, em especial a celulose.

Lendo um discurso da presidente, que cancelou a viagem a Três Lagoas para participar do evento porque a mãe dela, Dilma Jane, sentiu um mal-estar no início da manhã, a ministra da Agricultura destacou a importância de melhorar as condições de tráfego da BR-262, que liga Campo Grande a Três Lagoas, e por onde é escoada uma parte da produção de celulose sul-mato-grossense.

Katia Abreu citou ainda a necessidade de concluir, para melhoria da logística da região, dois trechos da ferrovia Norte-Sul e lembrou que no dia 9 de dezembro será realizado o leilão de arrendamento de dois terminais no Porto de Santos, que são voltados para o embarque justamente de celulose.

A ministra citou ainda a crescente participação do Brasil no comércio exterior mundial no que se refere a produtos de origem do agronegócio. "O ministério está trabalhando para que os alimentos brasileiros possam ter confiança do mundo. Em maio do ano que vem, liderando 14 estados, vou ao URL Paris para livrar o país da peste suína clássica para abrir novos mercados", comentou, completando que em 2015 a China e a Rússia abriram seus mercados para produtos lácteos brasileiros.

Kátia Abreu disse ainda que com a reforma ministerial, sua pasta ganhou novas atribuições, incorporando a área de aquicultura e pesca. "Agora que o ministério absorveu a pesca, vamos trabalhar para deixarmos de ser importadores de peixe. Não podemos comprar peixe, com 12% dos rios do mundo, temos de vender", revelou.

Por fim, a ministra defendeu a necessidade do ajuste fiscal proposto pelo governo federal. "Peço que o povo absorva o imposto colocado de maneira democrática, para que possamos estar mais fortes no ano que vem. Precisamos do ajuste fiscal", defendeu, revelando que ainda que a Petrobras deve retomar a obra da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas, que está paralisada, em uma demanda apresentada pela prefeita do município, Márcia Moura (PMDB) . “Vamos retomar a obra que falta 20% para ser concluída e tirar o Brasil do papel de importador de fertilizantes", concluiu.

Já o presidente da Fibria, Marcelo Castelo, destacou a importância do investimento feita pela empresa na implantação de sua segunda linha de produção mesmo em um cenário de crise econômica no país. "Três Lagoas tem desafiado a gravidade. Enquanto o mercado está para baixo, Três Lagoas consegue investir para cima. É a mais competitividade do mundo", avaliou.

O projeto
O projeto Novo Horizonte 2, que foi lançado nesta sexta-feira (30), pela Fibria vai implantar uma segunda linha de produção na fábrica instalada em Três Lagoas. Desse modo, a planta atual que tem capacidade para produzir 1,7 milhão de toneladas por ano deve atingir as 3 milhões de toneladas por ano, se tornando uma das maiores unidades de produção de celulose do mundo.

A empresa já tem 225 mil hectares cultivados com eucalipto no estado e um excedente de 107 mil hectares plantados ou sob contratos de plantio para atender a demanda de 174 mil hectares da nova linha que deve entrar em operação no último trimestre de 2017.

O investimento previsto no projeto será de 7,7 milhões. Somente a obra vai gerar 40 mil empregos diretos e indiretos e quando a nova linha entrar em operação vai abrir 3 mil novos postos de trabalho, ampliando para 6 mil o número de colaboradores da empresa no estado. Cerca de 60 fornecedores locais atuarão no projeto e está prevista a arrecadação de R$ 450 milhões em impostos durante a obra.

Além de gerar e consumir a própria energia, com a nova linha, a Fibria passará a ter um excedente de 160 MW/h, que serão disponibilizados no sistema nacional para a comercialização.