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Sidrolandia

MS tem 2º maior número de casos de ferrugem asiática da soja do país

Já foram confirmados 17 casos da doença no estado nesta safra. Maior incidência ocorre em Maracaju e Dourados, com 6 casos cada.

G1 MS

12 de Janeiro de 2017 - 14:08

Mato Grosso do Sul registra até está quarta-feira (11) o segundo maior número de casos de ferrugem asiática da soja na safra 2016/2017. Segundo o Consórcio Antiferrugem, a parceria público-privada que atua no combate a doença, já foram confirmados 17 casos da doença no estado, número menor apenas que o do Paraná, que tem 38.

Em todo o país, segundo o consórcio, foram contabilizados 85 focos da doença. Além de Mato Grosso do Sul e do Paraná outros 6 estados têm registros: Rio Grande do Sul, com 15, Mato Grosso, 8, São Paulo 3, Santa Catarina, 2, Minas Gerais e Goiás, 1 cada.

Em Mato Grosso do Sul os casos mais recentes foram confirmados no dia 5 de janeiro, em Dourados e São Gabriel do Oeste. O maior número de registros do estado ocorre nos municípios de Maracaju e Dourados, com 6 cada um, depois aparece Aral Moreira, com 2 e São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Amambai, com 1 caso cada.

Safra passada

Na safra 2015/2016, Mato Grosso do Sul registrou 70 focos de ferrugem asiática, 268% a mais do que no ciclo anterior, 2014/2015, que foi de 19 casos. Também foi a maior incidência das últimas seis temporadas, até então. O último surto havia ocorrido na temporada 2009/2010, quando os agricultores sul-mato-grossenses contabilizaram 333 ocorrências da doença.

Chapadão do Sul, no nordeste do estado, foi um dos municípios que registrou o maior número de casos em todo o país na temporada passada, com 40 focos.

O que é a ferrugem asiática

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a ferrugem é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura e pode ocorrer em qualquer estádio fenológico da cultura.

Plantas infectadas apresentam desfolha precoce, comprometendo a formação e o enchimento de vagens, reduzindo o peso final dos grãos. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.