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Sidrolandia

MS tem o 5º maior valor com gasto com plano-seguro saúde no Brasil, aponta IBGE

Em se tratando de gastos com medicamentos o Estado ficou na 9ª posição.

Marcos Tomé/Região News

14 de Setembro de 2012 - 13:41

O valor das despesas média mensal familiar com plano de saúde no Brasil é de R$ 45,86. O maior gasto é realizado no Estado do Rio de Janeiro – R$ 93,39 e o menor no Estado de Roraima – R$ 1,55. O Estado de Mato Grosso do Sul com R$ 42,39 tem a 5ª colocação (2º São Paulo – R$ 80,86; 3º Distrito Federal com R$ 51,41 e o 4º Rio Grande do Sul com R$ 43,54).

Em se tratando de gastos com medicamentos o Estado ficou na 9ª posição. O valor das despesas média mensal familiar com remédios em MS é de R$ 67,76, onde a maior despesa é do Estado de São Paulo R$ 98,47 e a menor Amazonas – R$ 28,29. O gasto médio do Brasil é de R$ 74,74 e da Região Centro-Oeste R$ 67,69.

As estimativas são resultados obtidos baseados na aplicação da definição metodológica que foi utilizada no processo de coleta de dados, a qual estabeleceu que para as despesas realizadas com serviços, como, por exemplo, consulta médica, exames e hospitalização, somente fossem registradas aquelas efetuadas através de pagamento realizado à vista ou a prazo, em dinheiro, cheque ou com utilização de cartão de crédito.

Quando se levam em consideração as principais necessidades das famílias em termos de itens essenciais relacionados a condições de vida, como habitação, alimentação, saúde e educação, verifica-se que habitação e alimentação são aqueles que apresentaram os maiores pesos relativos nos orçamentos familiares tanto na Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2002-2003 como na POF de 2008-2009.

No período de 2008-2009, a habitação representou 35,9% (R$ 765,89) e a alimentação, 19,8% (R$ 421,72) da despesa total de consumo média mensal das famílias no Brasil, que foi R$ 2 134,77, seguido do grupo transporte, que foi o terceiro maior com participação de 19,6% (R$ 419,19).

Em contrapartida, as despesas com assistência à saúde tiveram peso de 7,2% (R$ 153,81) e a educação participação de 3,0% (R$ 64,81), indicando que as definições de prioridades dos gastos das famílias estiveram relacionadas a itens não voltados aos cuidados básicos como saúde e educação, o que poderia estar indicando uma melhoria nas condições de saúde da população ou a hipótese de que o atendimento do serviço público tenha sido mais eficiente.

Observa-se para as Grandes Regiões comportamentos bastante distintos dos valores médios gastos pelas famílias com assistência à saúde quando avaliados em relação à despesa total de consumo média mensal. A Região Norte, com R$ 82,22, foi aquela que apresentou a menor média de despesa, o que representou em participação no total da despesa de consumo 4,9%.

Com participações entre 7,0% e 7,9%, respectivamente, as Regiões Sul (R$ 170,74) e Sudeste (R$ 198,89) foram aquelas com maiores médias mensais.