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Sidrolandia

Nomeação de Enelvo Felini sinaliza enfraquecimento político de Daltro Fiúza

Daltro enfrenta um período de enfraquecimento político após ter perdido projeto de eleger a vereadora Roberta Stefanello, presidenta da Câmara

Marcos Tomé/Região News

07 de Fevereiro de 2011 - 14:51

Nomeação de Enelvo Felini sinaliza enfraquecimento político de Daltro Fiúza
Nomea - Foto: Marcos Tom

A nomeação do ex-prefeito Enelvo Felini para um cargo vinculado diretamente à Secretaria de Governo, além de garantir ao ex-prefeito um salário de aproximadamente R$ 10 mil sem precisar mudar de Sidrolândia para cumprir expediente, é uma sinalização clara de que ele é o candidato a prefeito que terá o apoio do governador André Puccinelli em 2012.

Com Enelvo assessorando Puccinelli, o mesmo deverá atropelar o projeto do Prefeito Daltro Fiúza de fazer o sucessor, lançando um candidato do seu grupo pelo PMDB ou dos partidos (DEM, PSB, PMN)  que tem filiados ocupando cargos de confiança na administração municipal.

Pode até ter sido coincidência, mas a publicação do decreto que nomeia Enelvo para um cargo que tem como principal função articular politicamente candidaturas e alianças na disputa pelas prefeituras não só de Sidrolândia, como também de Nova Alvorada do Sul, Nioaque e Maracaju, na véspera da vinda do governador para inaugurar o novo prédio do Sidrônio Antunes de Andrade, é avaliada como demonstração do prestígio que o principal adversário político de Fiúza desfruta na cúpula estadual. Pode ser traduzida popularmente como uma rasteira política que o prefeito Daltro terá de absorver.  

O apoio de André a Enelvo foi construído antes mesmo da eleição. Teve como fiadores o presidente regional do PSDB, deputado federal Reinaldo Azambuja e o deputado estadual Marcio Monteiro, que tem muita influência no partido, dentre outras razões, porque é primo da Senadora Tucana Marisa Serrano.

Enelvo Felini e Daltro Fiúza

O ex-prefeito fez campanha para dobradinha Reinaldo e Márcio, além de ter se empenhado pela reeleição de André. O governador por sua vez, atribuiu sua derrota em Sidrolândia (onde perdeu por uma diferença superior a 4 mil votos para Zeca do PT) ao pouco empenho do prefeito que teria  colocado à estrutura da prefeitura para trabalhar pela reeleição do deputado Vander Loubet (sobrinho de Zeca), em detrimento do candidato que tinha o apoio pessoal do governador, Edson Giroto e vários candidatos a deputado estadual da chapa petista, incluindo Pedro Teruel, Amarildo Cruz, Pedro Kemp.

Daltro enfrenta um período de enfraquecimento político após ter perdido projeto de eleger a vereadora Roberta Stefanello, presidenta da Câmara que foi derrotada pelo petista, Jean Nazareth. Com este desfecho, o prefeito viu desmoronar a construção de uma chapa para disputar sua sucessão, possivelmente encabeçada por Roberta e tendo o empresário e ex-vereador, Aroldo Calves Dias, ainda filiado ao PT, como sugestão a ocupar a vice. 

O que se pretendia era isolar Enelvo ao PSDB (como já ocorrera em 2008) construindo uma aliança ampla capaz de suplantar seu favoritismo atestado por pesquisas de intenção de voto. Não foi acaso que os dois vereadores do PSDB na Câmara preferiram compor com o PT para derrotar Roberta, candidata do prefeito à presidência. 

Enelvo agora não só conta com as bênçãos do governador, como há fortes rumores de que pode atrair o apoio do PDT (que foi decisivo na reeleição de Daltro), cabendo aos pedetistas indicar o vice na chapa do tucano.