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Sidrolandia

Número de queimadas é o maior em seis anos e castiga campo-grandense

No mês passado, houve aumento de 104% no número de casos na Capital, de 104 para 147. O Corpo de Bombeiros vem tendo muito trabalho para combater as queimadas em Campo Grande

Campo Grande News

12 de Agosto de 2014 - 13:17

Com a umidade relativa do ar muito baixa, chegando a 17% no domingo, e o calor em torno de 30º C, o Corpo de Bombeiros vem tendo muito trabalho para combater as queimadas em Campo Grande. No mês passado, houve aumento de 104% no número de casos na Capital, de 104 para 147. O número é o maior dos últimos seis anos, segundo estatística da corporação. 

Além do tempo seco, as queimadas aumentam os casos de problemas respiratórios e a população sofre as consequências. Neste mês, em três dias, os bombeiros atenderam 17 ocorrências. Em agosto de 2013, foram 233 casos. O número de julho deste ano só ficou abaixo dos 218 atendimentos feitos no mesmo período de 2008.

No sábado (9) moradores da Vila Eliane presenciaram um incêndio a um terreno às margens da Avenida Duque de Caxias. Os funcionários da BR distribuidora tiveram que combater o incêndio para evitar a propagação das chamas.

“No sábado as pessoas ficaram desesperados”, revelou a empresária Andréia Xavier, 33 anos. Ele contou que o fogo se espalhou rápido e imagina que o incêndio tenha sido causado por um cigarro e o tempo seco.

Para a garçonete Kassya de Amorin, 27, os incêndios “causam incomodo, principalmente para quem tem criança crianças”.

A dona de casa Auta Dias de Oliveira, 72, culpou os próprios moradores pelas queimadas. “Isso é a educação do povo. Sabem que o tempo está seco, mas acabam colocando fogo nas coisas”, apontou.

Campo Grande ocupa a 12º posição do ranking estadual de focos de incêndios florestais, identificados pelos satélites referência do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Foram 17 focos na Capital até o dia 6 de agosto. Em primeiro lugar ficou Corumbá com 346 focos.

Segundo o Corpo de Bombeiros as queimadas são causadas, em sua maioria, pelo tempo seco, época onde a população resolve queimar folhas e lixo ou por vidros, que acabam refletindo a luz do sol e começando os incêndios.