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Sidrolandia

Obras podem parar em todo estado caso não haja reajuste de salário

Dourados Informa

06 de Maio de 2011 - 16:44

“Os canteiros de obras de todo estado podem parar”, esta foi a afirmação de Weberton Sudário da Silva, o Corumbá, presidente da Fetricom (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Imobiliário do Mato Grosso do Sul), durante entrevista a Rádio Mega 94 FM na manhã desta sexta-feira (6).

Para que não haja greve no setor, a federação exige perante ao Sinduscon-MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul ) um reajuste no piso salarial para os trabalhadores da construção civil que hoje, está em R$ 532, ou seja, menos que o salário mínimo.

A Fetricom luta por um aumento de 30% (R$ 750) na base para os serventes de pedreiro, porém em audiência realizada na Delegacia Regional de Trabalho de Campo Grande na quinta-feira, a Sinduscom sugeriu apenas 12% na contraproposta.

O sindicato alega que não existe mão de obra qualificada suficiente para atender a demanda da área, por isso um ajuste maior não condiz com a realidade dos canteiros.

“Eles ofereceram apenas R$ 600, no ano que vem o mínimo vai para R$ 611 e ficaremos abaixo novamente. Não há como se qualificar com um salário assim, por isso se não houver uma mudança satisfatória, vamos iniciar uma greve em todo o estado já na próxima semana”, declarou Weberton.

Por sua vez, o Sinduscon disse que vai estudar uma nova proposta que corresponda aos valores solicitados pela Fetricom, bem como para os empresários, para que nenhuma crise seja desencadeada no setor, que é um dos que mais emprega no estado.