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Sidrolandia

ONU condena afundamento de navio da Coreia do Sul

Não estava claro se Pyongyang agora gostaria de voltar às negociações, declaradas encerradas pelo país no fim de 2007.

REUTERS

09 de Julho de 2010 - 15:20

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta sexta-feira o que chamou de ataque que levou ao afundamento de uma embarcação sul-coreana em março, mas em uma concessão à China não responsabilizou explicitamente a Coreia do Norte.

Em declaração aprovada por todos os seus 15 membros, o Conselho manifestou "profunda preocupação" com os achados de um painel investigativo, liderado pela Coreia do Sul, de que a Coreia do Norte afundou a corveta naval Cheonan, mas ressaltou que Pyongyang negou responsabilidade no caso.

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, que advertira que qualquer ação do Conselho sobre o incidente provocaria uma resposta militar de Pyongyang, descreveu o comunicado como uma "grande vitória diplomática" para seu país.

O diplomata Sin Son-ho também afirmou em uma breve declaração a jornalistas que Pyongyang espera "continuar com o processo de desnuclearização na península coreana por meio das conversações a seis", com Coreia do Norte, Estados Unidos, China, Rússia, Coreia do Sul e Japão.

Não estava claro se Pyongyang agora gostaria de voltar às negociações, declaradas encerradas pelo país no fim de 2007.

A declaração do Conselho foi praticamente idêntica ao esboço aprovado pelos cinco membros permanentes, incluindo a China, e ainda pelo Japão e pela Coreia do Norte. O esboço foi passado pelos Estados Unidos a todos os membros na quinta-feira.

A Coreia do Sul atribui o afundamento ocorrido em 26 de março, no qual 46 marinheiros sul-coreanos morreram, a um ataque de torpedo da Coreia do Norte. O país levou a questão ao Conselho de Segurança em 4 de junho, solicitando medidas para deter "novas provocações da Coreia do Norte."

A redação da declaração do Conselho levou semanas, e o processo foi atrasado pela China. Acredita-se que a China esteja preocupada com a perda de influência sobre Pyongyang no momento em que o líder norte-coreano, Kim Jong-il, prepara o caminho para sua sucessão.

O Conselho de Segurança afirmou que o ataque —termo que descarta a possibilidade de acidente no afundamento da Cheonan— "coloca em risco a paz e a segurança na região e além."

"O Conselho de Segurança condena o ataque que levou ao afundamento da Cheonan", lê-se na declaração.

O documento elogia Seul pela reação comedida ao naufrágio, salientando "a importância de se evitar novos ataques do tipo ou hostilidades contra (a Coreia do Sul)" e pediu pela manutenção da paz e da segurança na península coreana.