Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 1 de Dezembro de 2021

Sidrolandia

Orçamento de 2014 prevê R$ 267 milhões para projeto do trem-bala

Segundo o jornal, a informação foi dada pelo presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo, resposável pelo trem-bala.

DE BRASILIA

16 de Agosto de 2013 - 16:45

O ministro dos Transportes, César Borges, disse nesta sexta-feira que o Orçamento do governo federal para 2014 prevê o gasto de R$ 267 milhões para investimento no projeto executivo do primeiro trem-bala brasileiro, que deve ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, e cujo leilão, marcado para setembro, foi adiado nesta semana pelo governo por tempo indeterminado.

Em entrevista concedida a jornalistas em Brasília, Borges negou a informação, publicada nesta sexta pelo jornal “O Globo”, de que, mesmo sem sair do papel, o trem-bala deve custar aos cofres públicos pelo menos R$ 1 bilhão até o fim do governo da presidente Dilma Rousseff, sendo R$ 900 milhões com a preparação do projeto executivo.

Segundo o jornal, a informação foi dada pelo presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística), Bernardo Figueiredo, resposável pelo trem-bala. “Não haverá este gasto (de R$ 900 milhões com o projeto executivo), posso afirmar a vocês. Se eventualmente tiver necessidade de mais ou não (do que os R$ 267 milhões previstos no Orçamento), vamos avaliar. Mas nunca chegaremos a esse número (de R$ 900 milhões), posso afiançar a vocês”, disse o ministro.

De acordo com Borges, o número informado pelo presidente da EPL ao “O Globo” é “apenas uma estimativa com base no valor do projeto.” Ele não soube dizer qual é a real expectativa do governo para o custo do projeto executivo, mas apontou que há “uma determinação política” para que ele não ultrapasse os R$ 267 milhões.

Borges voltou a dizer que o governo não desistiu de leiloar o primeiro trem-bala brasileiro. Nesta semana, o ministro anunciou mais um adiamento da primeira licitação, para contratar a empresa que forneceria a tecnologia e seria a operadora do veículo, marcada para setembro.

“O governo adiou o projeto mas não abriu mão dele. O projeto vai andar. Não tenho dúvida de que o Brasil tem necessidade e vai ter o trem-bala nesse eixo Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro”, disse.