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Sidrolandia

Pagamento de emendas "estava combinado", diz Levy

Segundo ele, processo vinha sendo construído desde semana passada. Para acalmar base aliada, governo liberou R$ 500 milhões.

G1

26 de Agosto de 2015 - 13:45

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou nesta quarta-feira (26), após reunião com o vice-presidente Michel Temer, que o pagamento de R$ 500 milhões em emendas parlamentares, conforme anunciado pelo governo federal, já estava combinado.

“Antes de viajar, deixei tudo certinho. Acho que a gente faz o que é esperado”, acrescentou.

Segundo ele, não há falta de recursos para o pagamento de emendas parlamentares. “A gente, há algum tempo, fez um decreto que tirava recursos dos ministérios e redistribui, também entre os ministérios, para responder a algumas demandas especificas. Agora, na parte das emendas impositivas, temos avançado bem. Boa parte tem sido executada. Esse tema tem evoluído satisfatoriamente”, declarou ele.

Levy afirmou que o importante é ter uma boa comunicação com os parlamentares. “O ministro Padilha [da Secretaria de Aviação Civil] organizou bem o processo. Facilita. Todo mundo fica sabendo o que está acontecendo. Para o parlamentar, é importante saber o que está acontecendo com a emenda dele”, disse o ministro da Fazenda.

Indenizações da Lava Jato

Questionado se o governo estaria preparando um decreto para viabilizar o pagamento de indenizações à União pelas empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Petrobras, Levy afirmou que não está trabalhando nisso.

“Não estou preparando nenhum decreto. Não tem questão de receitas extras. Nada disso”, afirmou. Acrescentou que, no campo de receitas extras, o governo trabalha apenas com o projeto de repatriação de recursos no exterior e, também, no Programa de Redução de Litígios Tributários (Prorelit).

Perguntado se seria difícil realizar o pagamento da primeira parcela do13º salário dos aposentados unicamente setembro, ao contrário do que o Ministério da Fazenda havia anunciado anteriormente, de que o valor seria dividido em setembro e outubro, o ministro afirmou que "está estudando".

Interpelado se ele se sente enfraquecido por sua proposta não ter sido levada adiante pela presidente da República, Dilma Rousseff, ele foi irônico e declarou: “Tenho procurado fazer todos os exercícios que a gente tem que fazer”.