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Sidrolandia

Para Reinaldo Azambuja, governo só pode comprar terras que o produtor quiser vender

O encontro teve como objetivo informar os produtores rurais de Mato Grosso do Sul sobre o andamento do processo depois do encontro com o ministro da Justiça

Assessoria

23 de Julho de 2013 - 16:25

Em encontro com produtores rurais de Mato Grosso do Sul, na manhã de hoje, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) reforçou a necessidade de união das instituições de classe afim de pressionar o governo para buscar uma solução para o conflito entre índios e produtores.

“A Frente Parlamentar de Agropecuária está em defesa do direito à propriedade, garantido por nosso Estado democrático. O governo só pode comprar terras se o produtor quiser vender”, ressaltou o deputado.

Além de Reinaldo Azambuja, participaram da reunião no auditório da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), os deputados federais Abelardo Lupion, Luiz Henrique Mandetta e Ronaldo Caiado e o presidente da associação, Francisco Maia.

O encontro teve como objetivo informar os produtores rurais de Mato Grosso do Sul sobre o andamento do processo depois do encontro com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

“Os produtores que ocupam terras em Mato Grosso do Sul estão ali legalmente. Todas essas áreas têm escritura, são tituladas e documentadas. Sabemos que há pressão da Advocacia Geral da União para não dar reintegração de posse, e isso é muito perigoso”, criticou Azambuja. Segundo o parlamentar, o próprio ministro da Justiça afirmou que o Governo Federal vinha “empurrando com a barriga” a resolução do conflito agrário no País.

O prazo acordado entre o governo federal e representantes da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Funai (Fundação Nacional do Índio), PGE (Procuradoria Geral do Estado), MPF (Ministério Público Federal), Acrissul e indígenas para apresentar os levantamentos das terras a serem indenizadas pela União bem como critérios de prioridade para a compra das áreas encerra-se dia 5 de agosto.

“Nessa briga por terras, só há perdedores – índios, produtores e principalmente o estado de Mato Grosso do Sul, que já está perdendo investimentos em razão da insegurança política que se estabeleceu aqui”, comentou o parlamentar.

O deputado finalizou lembrando a importância econômica do setor agropecuário para o Brasil. “Se não fosse o agronegócio, a nossa balança comercial, os empregos gerados no País, a economia e o PIB brasileiros fechariam no negativo”, reforçou.