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Sidrolandia

Paranhos decreta situação de emergência devido estragos causados pela chuva

De acordo com a Defesa Civil, cada município tem autonomia para decretar emergência, no intuito principalmente para as obras necessárias.

Jaime Mel

26 de Novembro de 2015 - 16:26

Por conta de estragos causados pelas chuvas que caem intensamente na região, o prefeito de Paranhos Júlio Cesar de Souza (PDT), decretou estado de emergência na cidade.

Várias estradas vicinais que “cortam” as aldeias, assentamentos e até mesmo no perímetro urbano estão bastante danificadas, inclusive algumas intransitáveis devido às erosões provocadas pelas chuvas torrenciais que caem há dias sem parar em Paranhos e em toda região.

De acordo com o prefeito, cabeceiras de ponte foram danificadas, além de estradas de terra que tiveram crateras abertas e necessitam de cascalhamento devido às precipitações.

“O principal problema é na área rural, mas também há problemas de drenagem na área urbana, as chuvas insistem em cair e não é possível fazer nenhuma manutenção e o problema só vai agravando, estamos aguardando as chuvas cessarem para podermos fazer alguma coisa, enquanto isso só nos restou decretarmos estado de emergência e contar com ajuda dos governos estadual e federal para que possamos resolver juntos estes problemas ocasionados pelas chuvas”, comenta o prefeito.

Na manhã desta quinta-feira (26), Júlio Cesar visitou os pontos mais críticos no município e em seguida comunicou a defesa civil do estado sobre a atual situação.

De acordo com a Defesa Civil, cada município tem autonomia para decretar emergência, no intuito principalmente para as obras necessárias.

“Paranhos conta com 19 linhas rurais onde são transportados cerca de 1350 alunos que estão sem condições de chegar até escolas Estadual e Municipal, pois não está sendo possível os ônibus transitarem nas estradas que fazem parte destas linhas.” Disse Valdecir da Silva, coordenador do transporte escolar no município.  Por causa da chuva, Governo pode decretar situação de emergência nas cidades do sul do Estado.

A chuva que causou diversos estragos em pelo menos 15 cidades no sul do Estado deve continuar atingindo a região nessa semana, de acordo com a Defesa Civil Estadual. A previsão é de mais água nos próximos dias. Em Paranhos, só em novembro, já foram registrados 441 milímetros de precipitação. O Governo do Estado não descarta a possibilidade de decretar situação de emergência nas cidades afetadas.

Em situação também alarmante estão as cidades de Amambai, Juti e Itaquiraí, onde o volume de chuva está bem acima do esperado para o mês. Em Itaquiraí, a Defesa Civil já registrou 330 milímetros no acumulado de novembro. O número supera em 108,6% a precipitação máxima já historiada, que era de 158,4 milímetros.

“Por enquanto, 15 cidades (Tacuru, Juti, Amambai, Coronel Sapucaia, Sete Quedas, Paranhos, Jateí, Iguatemi, Naviraí, Ivinhema, Caarapó, Fátima do Sul, Mundo Novo, Dourados e Eldorado) foram atingidas, mas se a chuva continuar, outras áreas, como a região sudeste do Estado, poderão sofrer com a chuva”, disse o coordenador adjunto da Defesa Civil, tenente- coronel Adriano Rampazo.

Em reunião com representantes da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Defesa Civil, Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) e Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), que aconteceu na manhã de hoje (26), o chefe da Casa Civil, secretário Sergio de Paula, afirmou que o Governo do Estado dará todo suporte aos municípios, auxiliando no levantamento dos estragos.

Havendo necessidade, o Governo irá decretar situação de emergência nas cidades afetadas. Com essa determinação, os municípios, por intermédio do Governo, poderão solicitar do Governo Federal recursos para reconstruir os pontos atingidos.

“Vamos dar todo suporte necessário. A Agesul já enviou duas equipes que irão percorrer a região e a Sanesul também. A Assomasul foi instruída também a orientar municípios onde não há Defesa Civil para que o levantamento seja feito de forma correta”, explicou o secretário Sergio.

O prefeito de Tacuru, uma das cidades bem atingidas, Paulo Pedro Rodrigues, afirmou que vários pontos estão totalmente destruídos, incluindo área rural e aldeias indígenas.

“Muitas pontes foram destruídas, algumas parcialmente e outras totalmente arrasadas. Esse ano a chuva superou as expectativas. Nunca vi nada igual”, disse.

As rodovias, MS-295, que liga Tacuru a Iguatemi, e a MS-160, entre Sete Quedas e Tacuru, também foram atingidas. Uma cratera foi aberta com a força da água no quilômetro 1 da MS-160 e no quilômetro 8 da MS-295. “Uma casa também foi levada pela chuva e, além disso, o asfalto em vários pontos foi destruído”.