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Sidrolandia

Peritos admitem possibilidade de PM ter confundido furadeira com arma

Supervisor de vendas Hélio Ribeiro, que usava a furadeira, foi morto pelo PM. Laudo afirma que distância e luz do sol podem ter dificultado identificação.

G1

08 de Julho de 2010 - 13:20

A Polícia Civil do Rio divulgou nesta quinta-feira (8) o laudo sobre o caso do policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar que matou o supervisor de vendas Hélio Ribeiro, que estava dentro de casa, no Andaraí, na Zona Norte, após confundir uma furadeira com uma arma. O caso ocorreu no dia 19 de maio. No laudo, os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) admitem que, “nas circunstâncias em que ocorreu o evento, era possível o policial ter confundido a furadeira de cor escura empunhada com uma arma de fogo”.

Para chegar a essa conclusão, os peritos afirmam que, pela distância de 28 metros da posição do policial do Bope para a casa de Hélio Ribeiro, e pela “influência dos raios solares”, seria possível o policial ter percebido apenas uma “silhueta do objeto”. A luz do sol e a distância são apontados pelos peritos, “essencialmente”, como fortes obstáculos “para uma precisa e rápida identificação” do objeto. No dia do crime, o policial participava de uma operação no local.

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Comandante Bope compara furadeira com arma

Como foi
Os policiais faziam uma operação próxima à vila onde morava Hélio Ribeiro, à procura de traficantes do Morro do Borel, na Tijuca, que estariam escondidos no Morro do Andaraí.

Ele estava no terraço usando uma furadeira e, segundo testemunhas, o policial do Bope atirou a uma distância de 40 metros, achando que a furadeira era uma arma. Hélio foi atingido e morreu.

Segundo a família, o policial atirou sem falar nada. Já a PM deu outra versão. De acodro com o capitão Ivan Blaz, do Bope, foi dado um grito de alerta para o morador, que fez um movimento brusco e o policial fez o disparo.