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Sidrolandia

Polícia apura se Bruno esteve em motel com Eliza e mais 4

Bruno é acompanhados por policiais ao chegar em Belo Horizonte

Terra

16 de Julho de 2010 - 16:22

Funcionárias de um motel em Contagem (MG) disseram à polícia que o goleiro Bruno e mais cinco pessoas alugaram duas suítes do local no dia 5 de junho, três dias antes da ex-amante do jogador, Eliza Samudio, ser morta, conforme a investigação. Para a polícia, Eliza e Fernanda Gomes Castro, namorada de Bruno, podem estar entre as pessoas que foram ao motel. A conta, de R$ 431,90, foi paga com cartão de débito do jogador. A informação é do Jornal Hoje.

De acordo com a testemunha, a cada 30 minutos, algumas pessoas trocavam de suíte. Quando o grupo deixou o local, as camareiras encontraram uma fralda no sofá de um dos quartos. No dia 5, Bruno jogou pelo Flamengo no Maracanã, no Rio. Fontes ligadas à investigação disseram que, depois da partida, ele viajou para Minas Gerais e esteve no motel. O grupo deixou o local às 13h19 do dia 6 de junho. Às 14h, há registro de entrada do jogador em seu sítio, em Esmeraldas.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. Segundo o delegado, no dia do crime, o goleiro saiu do sítio com Eliza e voltou sem ela, o que indicaria que o goleiro presenciou a ação.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.