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Sidrolandia

Polícia Civil desmente notícias do G1 sobre "Golpe da Gostosa" em MS

De acordo com a DGPC, não há qualquer registro oficial de ocorrência policial, motivo pelo qual não há inquérito policial tramitando a respeito do caso

Midiamax

22 de Outubro de 2015 - 13:37

Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do assessor e delegado Sidnei Alberto, divulgou nota oficial informando que não há qualquer registro oficial de ocorrência policial a respeito do 'Golpe da Gostosa'. O crime foi divulgado recentemente em notícias veiculadas pelo site de notícias G1 de Mato Grosso do Sul, que pertence ao mesmo grupo da TV Morena, retransmissora da Rede Globo no estado.

De acordo com a DGPC (Diretoria Geral de Polícia Civil), não há qualquer registro oficial de ocorrência policial, motivo pelo qual não há inquérito policial tramitando a respeito do caso. Ainda segundo Sidnei Alberto, uma investigação criminal só tem início quando a informação da ocorrência é levada ao conhecimento de um delegado, que determina a instauração do inquérito policial ou registro da ocorrência, dependendo do crime.

Conforme declaração do delegado e assessor Sidnei, os fatos relatados nas notícias a respeito do 'Golpe da Gostosa', não foram levados oficialmente ao conhecimento da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, motivo pelo qual não foi instaurado qualquer procedimento de investigação criminal.

Uma das hipóteses para validar as notícias, de que o repórter tenha tido acesso a uma investigação ainda em curso, também foi rechaçada pela Polícia Civil. Segundo o delegado, “a instituição não executa e nem responde por 'investigação informal', conforme mencionado em matéria jornalística”.

De acordo com Sidnei, nenhum crime é investigado pela polícia de modo informal, considerando que existe um protocolo, que tem início a partir do registro do boletim de ocorrência, com uma portaria instauradora do inquérito policial. No inquérito, serão agregadas provas materiais e subjetivas que levarão a autoridade policial a elaborar relatório final e encaminhar os autos ao judiciário.

Também consta na nota que não existem prerrogativas para que um ocupante de cargo político ou não determine a não instauração de inquérito para apurar os fatos, que são de iniciativa própria da polícia.

O delegado Sidnei finaliza afirmando que todos os delegados são orientados a se identificarem nas entrevistas concedidas, reconhecendo direito constitucional da informação, mesmo quando o caso tramita em segredo de justiça ou há sigilo da investigação. A autoridade policial responsável pelo caso deve ser identificada e caberá a ela ela julgar quais informações devem ser mantidas em sigilo.