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Sidrolandia

Por R$ 30 mil mensais, Sejusp pretende usar helicóptero em policiamento

Nesta quinta-feira, o comandante-geral da Polícia Militar Jorge Edgard Júdice Teixeira ativou o Grupo de Patrulhamento Aéreo de Mato Grosso do Sul (GPA/PMMS).

Correio do Estado

09 de Fevereiro de 2017 - 10:11

A partir de março, o trabalho ostensivo feito pela Polícia Militar de Campo Grande deve contar com reforço de helicóptero modelo Esquilo (AS-350). Segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as ações serão realizadas nos mesmo moldes do que faz o famoso grupo Águias de São Paulo, com patrulhamento aéreo em pontos críticos da cidade. 

Nesta quinta-feira, o comandante-geral da Polícia Militar Jorge Edgard Júdice Teixeira ativou o Grupo de Patrulhamento Aéreo de Mato Grosso do Sul (GPA/PMMS). De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial do Estado, o grupo será responsável por planejar e executar operações aéreas de policiamento ostensivo “em apoio às atividades meio e fim da Instituição e outras operações aéreas de segurança pública”.

Baseada na realidade local de recursos e criminalidade, a aeronave deve sobrevoar áreas de crise por cerca de 1 hora por dia, permanecendo o restante do expediente à disposição das forças de segurança caso haja necessidade. O custo operacional aos cofres públicos está estimado em aproximadamente R$ 30 mil por mês.

O secretário estadual de justiça e segurança pública José Carlos Barbosa disse ontem, durante agenda pública na sede da Sejusp, que o policiamento começa depois que a manutenção do helicóptero estiver pronta. “Além disso, esperamos também o acerto da licitação envolvendo a compra de combustível, o que deve ser resolvido entre 15 e 20 dias”, disse. O Governo do Estado pode empenhar também a aeronave em ações conjuntas com o Governo Federal, para combater o crime organizado nas fronteiras com a Bolívia e com o Paraguai.

De fácil mobilidade, o Esquilo tem autonomia de até 5 horas de voo e capacidade para transportar sete tripulantes. Inicialmente será operado por piloto, co-piloto e radioperador. Além disso, dois policiais armados com metralhadora de grosso calibre vão monitorar, um de cada lado, movimentações suspeitas. “No momento, estamos instalando uma câmera na calda, a fim a registrarmos os voos”, disse o coronel Rosalino Gimenez Filho, comandante da Coordenadoria de Policiamento Aéreo (CGP).

A aeronave multimissão foi adquirida pela Sejusp em 2013, por meio de convênio firmado junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Em 2015, chegou a sobrevoar a Capital em operações piloto, mas foi recolhida junto ao hangar do governo, no Aerporto Internacional, até que fosse elaborado projeto concreto para uso.

“Vamos atuar de maneira semelhante aos helicópteros Águia de São Paulo, mas primando algumas normas de voo, para que possamos garantir a segurança dos ocupantes e também de terceiros. É uma atividade de alto risco e que exige rígido cumprimento das normas”, explicou o coronel Gimenez.

Ele lembra ainda que o custo será relativamente baixo, em torno de R$ 960 a R$ 1 mil por dia, já que não há gastos com preparação de efetivo e nem com taxas aeroviárias. “Nosso pilotos e demais operadores já estão prontos. Os custos a partir de agora serão apenas com combustível e manutenção, até porque o Esquilo é um helicóptero relativamente novo, usado poucas vezes”.
Efetivação

A Escola de Aviação da PMMS será responsável pela formação continua de tripulações aéreas para o exercício das funções inerentes às atividades do GPA, em todo território do Estado ou fora dele, conforme regulamentação específica.