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Sidrolandia

Postura adotada por juiz pode deixar grupo de Puccinelli 15 dias na prisão

Ontem (13) o juíz decretou nova prisão, por outro contrato suspeito e, se continuar neste raciocínio, pode fazer o grupo ficar na prisão por até 15 dias.

Midiamax

14 de Novembro de 2015 - 07:36

Se o juiz Carlos Alberto Garcete mantiver a postura adotada até o momento, o grupo de pessoas ligadas ao governo de André Puccinelli, que deve ficar 10 dias na cadeia, pode estender o período de reclusão. Ontem (13) o juíz decretou nova prisão, por outro contrato suspeito e, se continuar neste raciocínio, pode fazer o grupo ficar na prisão por até 15 dias.

Ficarão presos por cinco dias o ex-deputado Edson Giroto, Elza Cristina Araújo dos Santos, João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Maria Wilma Casanova Rosa (ex-adjunta da secretaria de Obras de Puccinelli), Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares (ex-secretário de Obras) e Wilson Roberto Mariano de Oliveira. Eles já estavam presos e continuaram nas celas. Átila Garcia Gomes Tiago de Souza foi o único que escapou da nova prisão.

Da primeira vez o juiz decretou prisão por conta de suspeitas de desvios na rodovia MS-228. Desta vez a investigação refere-se a suspeita na MS-171. Porém, seguindo os passos da auditoria feita pelo Governo do Estado, o grupo ainda deve responder por suspeitas de desvios na MS-184.

Uma auditoria feita pelo Governo do Estado, após questionamentos de produtores rurais, indica que o governo de André Puccinelli pagou R$ 11,8 milhões por serviços que não foram realizados na MS-171, MS-184 e MS-228.

Segundo trabalho feito por coordenadores e gerentes regionais de obras do Governo do Estado, há indícios de serviços pagos e não executados na sua totalidade, sendo a maioria referente a serviço de cascalhamento.

O maior desvio foi identificado em um serviço da Provias Engenharia LTDA para reestruturação de leito estradal da MS-184, com extensão de 50.000 quilômetros entre a BR-262, no Buraco das Piranhas e a MS-228, na Curva do Leque, em Corumbá.

A administração de Puccinelli pagou R$ 7,8 milhões pela execução do serviço, mas a atual gestão só encontrou R$ 1,5 milhões de trabalho realizado, em uma diferença de R$ 6,2 milhões que foram pagos por serviço não realizado. A maior parte deste dinheiro deveria ter sido aplicada em cascalhamento. A previsão era de 94,9 m³, mas só foram encontrados 21,8m³ de cascalhamento na estrada, em um total de R$ 4,3 milhões desviados.

Outro desvio foi localizado em obra divida entre a Provias e a Proteco Engenharia LTDA para recuperação da estrutura de faixa de rolamento da MS-228, com aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivos de drenagem entre a MS-427 e o vazamento do Castelo e 42 mil quilômetros entre os quilômetros 35 e 77.

As empresas alegaram medição de R$ 5 milhões, mas segundo fiscalização, só deveria ter recebido R$ 2 milhões. Neste caso, a administração de Puccinelli teria pago R$ 2,9 milhões por serviço nõa realizado.

A fiscalização também encontrou irregularidades em uma obra da Proteco para recuperação da estrutura da faixa de rolamento na MS-171, com aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivo de drenagem. A previsão era de cascalhametno de 90.000 quilômetros, mas a empresa só executou 63.200 quilômetros. Neste caso a medição foi de R$ 4,5 milhões, quando a empresa só deveria ter recebido R$ 1,8 milhões. Nesta obra o prejuízo foi de R$ 2,6 milhões.