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Sidrolandia

Prefeito acha possível conciliar exposição de Sidrolândia e shows de empresa particular

A proposta do prefeito Ari Basso é que os shows do Top Country só comecem após o encerramento das apresentações no Parque de Exposição.

Flávio Paes/Região News

19 de Agosto de 2013 - 07:39

Depois de ser pressionado na última sexta-feira à noite pelo presidente da Câmara, Ilson Peres e diretores do Sindicato Rural, a interceder pelo adiamento dos shows do Top Country Festa previsto para  os dias 6 e 7 de setembro, uma sexta-feira e um sábado, concorrendo com a 15ª Exposição Agropecuária de Sidrolândia, o prefeito Ari Basso deve se reunir nesta segunda-feira com os representantes da JPL3, empresa responsável pelo evento, para  tentar um acordo que concilie as duas promoções.

A Prefeitura repassou R$ 90 mil para o Sindicato Rural custear a feira, sendo que R$ 65 mil foram reservados ao pagamento das atrações artísticas, como forma de garantir o acesso livre, sem cobrança de ingresso.  Curiosamente,  com o estímulo de vereadores e empresários do PSDB, partido da situação, a administração municipal autorizou o  evento da JPL onde o ingresso mais barato é R$ 20,00 .

A estrutura dos shows será montada num terreno alugado do empresário Dalto Pavei, que teve atuação ativa na campanha eleitoral do prefeito. Um dos patrocinadores, com direito a menção nos cartazes promocionais, é o vereador Mauricio Anache, um dos mais ferrenhos críticos da subvenção concedida pela Prefeitura para custear a exposição agropecuária.

A proposta do prefeito Ari Basso é que os shows do Top Country só comecem após o encerramento das apresentações no Parque de Exposição que terminariam em torno da meia-noite. Como os dois eventos são muito próximos, o público presente na feira agropecuária, onde não haverá cobrança de ingresso, não teria dificuldades para se deslocar até a área onde a JPL3 vai montar a estruturar de shows.  “Uma coisa, não atrapalha a outra”, acredita Ari Basso que pretende analisar os  alvarás  e fazer o ajuste dos horários.

Embora em tese seja possível esta conciliação, a história recente das exposições mostra que dificilmente a proposta seja viável. Normalmente, os artistas só sobem ao palco para se apresentar no Parque de Exposição por volta da meia-noite, 1 hora da madrugada, até porque o fluxo de público mais significativo começa às 22 horas.

A antecipação dos shows comprometeria o movimento de quem  reservou e pagou pelos espaços  do Parque para comercializar bebidas, comidas e outros produtos. O presidente do Sindicato Rural, Osório Straliotto, garante que a feira será realizada independente do evento paralelo. “Toda a nossa organização está pronta. Incluindo alvarás da Prefeitura, Polícia, Corpo de Bombeiros, além da contratação de 30 seguranças particulares”, informa.

O vereador Nelio Paim (PR) identifica nesta situação um resquício de revanchismo eleitoral, aliada a vaidade de alguns que pretendem impor suas vontades. “Setores do PSDB com influência na administração municipal parecem que estão trabalhando pelo esvaziamento da exposição pelo simples fato de que alguns dirigentes do Sindicato estiveram no palanque do PMDB”, observa.

Para o vereador republicano, está é uma postura danosa ao interesse público. “A Exposição é uma festa da cidade e a diretoria do Sindicato tem filiados e simpatizantes de diferentes partidos. A começar pelo filho do prefeito, Lucio Basso, que participa da entidade”, argumenta.

Nelinho ressalta que os promotores do evento particular estão no seu direito. “A Prefeitura é que errou ao conceder o alvará sabendo que haveria prejuízo a exposição que recebeu patrocínio público e é franqueado à toda população”, observa Nelinho.