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Sidrolandia

Prefeito confirma demissão de mais100 servidores e reforma administrativa para pagar reajuste de 6,5%

O prefeito lembra que o aumento concedido até dezembro vai aumentar em R$ 273 mil os gastos com pessoal, praticamente anulando a economia gerada.

Flávio Paes/Região News

22 de Setembro de 2013 - 19:49

O prefeito Ari Basso confirmou ao Região News que terá de  demitir mais  100 servidores contratados e promover uma reforma administrativa para enxugar a atual estrutura administrativa de 10 Secretarias como solução para manter a folha de pagamento em dia e pagar o reajuste de 6,5% (3,5% em novembro e 3% em dezembro) concedido aos servidores sem extrapolar o limite de gastos com pessoal fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal  em 54%.

“Vamos agora promover os ajustes para honrar o compromisso com o servidor, cumprindo o que a lei determina”, observa o prefeito  que embora reconheça o impacto político dos novos cortes, não  vê outra saída. “É preferível  descontentar um ou outro companheiro a atrasar a salário“, avalia.

O prefeito lembra que o aumento concedido até dezembro vai aumentar em R$ 273 mil os gastos com pessoal, praticamente anulando a economia gerada pelos cortes efetuados até aqui. Desde que iniciou o processo de enxugamento dos gastos com pessoal em junho, a Prefeitura já demitiu (ou não renovou o contrato) de 220 funcionários, além de cortar gratificações pela metade. Em, quatro meses o número de servidores caiu de 2.321 para 2.101.

Como impacto destas ações a folha caiu de  R$ 4,2 milhões para aproximadamente R$ 4 milhões, expurgadas o custo das indenizações dos demitidos. O projeto de reforma administrativa em formatação pode resultar na fusão de duas secretarias (Administração e Finanças,  Infraestrutura e Serviços Urbanos);  transformação das coordenadorias de Planejamento, de Políticas Públicas da Mulher e de Habitação em departamento.

O mesmo destino pode ter a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer, que se tornaria um departamento da Secretaria de Educação. São especulações que podem vir a se confirmar ou não, dependendo do encaminhamento dos estudos. Há uma versão mais drástica que prevê a fusão das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Rural.

A necessidade de novos cortes já havia sido antecipada na semana passada pela vereadora Vilma Felini (PSDB) durante a sessão ordinária. PT, PTB, PSL, PP e DEM serão alguns dos partidos que perderão espaço numa eventual reforma de enxugamento da máquina administrativa. Está prevista também a extinção de parte dos 198 cargos em comissão existentes na estrutura.