Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 25 de Novembro de 2020

Sidrolandia

Prefeito dá puxão de orelhão público em assessores petistas por falta de projetos

Diante do questionamento, Ari Basso lembrou a “Vadinho” que ele é o prefeito, mas a responsabilidade de planejar e elaborar os projetos são do PT.

Flávio Paes/Região News

13 de Fevereiro de 2014 - 08:55

Foto: Marcos Tomé/Região News


Na reunião que manteve terça-feira com um grupo de lideranças dos assentados, quando foram cobrar dele o custeio do escoamento da produção como se fazia até 2012, o prefeito Ari Basso não teve dúvidas de aplicar um “puxão de orelha” público no diretor do departamento de Planejamento, Márcio Marquetti e no secretário de Desenvolvimento Rural, Cezar Queiroz, diante as  críticas do vereador petista Edivaldo dos Santos, de que os recursos não estariam chegando porque o prefeito não teria pleiteado.

“Em 2013, o Incra tinha disponíveis R$ 43 milhões para os assentados de Mato Grosso do Sul e Sidrolândia foi o único município do Estado a não apresentar projetos”, disparou o vereador tentando imputar ao prefeito a responsabilidade exclusiva pela situação.

Diante do questionamento, Ari Basso lembrou a “Vadinho” que ele é o prefeito, mas a responsabilidade de planejar e elaborar os projetos são exatamente de dois assessores (Marquetti e Cezinha), ambos da cota do PT, responsáveis pela elaboração de projetos para pleitear os supostos recursos federais disponíveis  destinados à agricultura familiar.

O secretário de Desenvolvimento Rural, o único presente na reunião, procurou se eximir de responsabilidade garantindo que encaminhou alguns projetos ao seu colega do planejamento e de PT. Depois de “lembrar” que o PT está no comando das questões relacionadas aos assentados na administração municipal, o prefeito colocou em dúvida a abundância de recursos federais colocados à disposição das prefeituras.

“Tem muita propaganda. Pelo que sei nenhuma prefeitura recebeu este dinheiro todo que o Incra diz  existir. Na conta de vocês, alguém depositou alguma coisa?”, questionou dirigindo-se aos assentados presentes. “Se de fato este dinheiro chegar, com certeza vamos executar os projetos”, garantiu.

O próprio Marcio Marquetti já reconheceu a dificuldade para tornar realidade os projetos  aprovados, inclusive, com recursos empenhados. Um exemplo desta situação é a construção da central de comercialização dos produtos da agricultura familiar, viabilizado desde 2012.

A Prefeitura destinou uma área de meio hectare na saída para Campo Grande, há dois anos foram empenhados R$ 450 mil liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e há uma emenda de mais R$ 450 mil junto à Sudeco, recuperado ano passado, depois de ter sido cancelada.

Até agora a Prefeitura não conseguiu licitar a obra porque o projeto está travado na Caixa Econômica Federal. “Já encaminhamos três vezes o projeto, acrescentado documentos solicitados anteriormente, mas continua emperrado”, admite Ari Basso.

Na mesma situação está o projeto de construção de uma praça poliesportiva no conjunto Morada da Serra. O convênio, no valor de R$  243.750,00, foi assinado em 31 de janeiro de 2012 e até agora, não saiu do papel.