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Sidrolandia

Prefeito eleito estuda não renovar contrato com terceirizada e retomar coleta de lixo

O município terá que obter (via locação ou empréstimo) um caminhão coletor já que não dispõe de um na sua frota própria

Flávio Paes/Região News

17 de Novembro de 2016 - 13:18

O prefeito eleito Marcelo Ascoli (PSL) pode acabar com a terceirização na coleta de lixo em Sidrolândia que neste caso, seria feita de forma direta pela administração municipal. Já é certo que não serão renovados os contratos para coleta de lixo com a Morhena Coleta e Engenharia Ambiental e nem com as Organizações Morena (do mesmo grupo empresarial) que presta serviço de limpeza em algumas unidades básicas de saúde e centros municipais de educação infantil.

Só com coleta de 30 toneladas diárias de lixo produzido na cidade, a despesa mensal é de aproximadamente R$ 130 mil, enquanto o contrato de limpeza das repartições fica em torno de R$ 67 mil. Para os dois serviços a Prefeitura já dispõe de pessoal efetivo, havendo 81 garis e 266 funcionários concursados para atuar como SG (Serviços Gerais) que ao longo dos anos foram remanejados para outras atividades, o chamado desvio de função.

O município terá que obter (via locação ou empréstimo) um caminhão coletor já que não dispõe de um na sua frota própria. Como parte desta estratégia de eliminar a terceirização nestes serviços, um dos primeiros atos do prefeito, depois de tomar posse, será editar um decreto determinando que todos os servidores voltem as suas funções de origem. A maioria dos concursados como serviços gerais exerce outras funções na máquina pública, alguns até de direção, como o diretor do Departamento de Trânsito, Valcélio Figueiredo. 

Também serão convocados todos os servidores que tiveram cedidos para trabalhar em repartições estaduais (como o professor Marcio Marqueti, diretor-adjunto da Escola Estadual Catarina de Abreu) e instituições filantrópicas (situação da diretora administrativa do Hospital Elmiria Silvério Barbosa, Vanda Camilo).

A reportagem do Região News tentou contato telefônico (além de ter enviado mensagens pelo WhatsApp) mas não obteve retorno do prefeito eleito para ele confirmar sua disposição de retomar o serviço de coleta de lixo na cidade.

Ainda em relação à questão do lixo, o novo prefeito encontrará firmada a parceria privada entre Prefeitura e a empresa paranaense Elite Max Ambiental Central Norte Paranaense que recebeu uma área de 16,9 hectares para implantar um aterro sanitário privado na saída para Quebra Coco, assumindo como contrapartida a revitalização da área do lixão e estruturação da coleta seletiva na cidade, que hoje é feita de forma precária pelos próprios catadores.