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Sidrolandia

Prefeitura contrata coveiro com salário de R$ 2.500,00 e veta entrada de funerárias no cemitério

O novo funcionário, contratado por três meses, Jesuíno Pereira da Cruz cumprirá expediente em tempo integral, sem direito a folga aos finais de semanais ou feriados

Flávio Paes/Região News

26 de Setembro de 2013 - 17:09

Para conseguir atender a recomendação do Ministério Público de o município retomar a administração do Cemitério São Sebastião, que nos últimos 10 anos esteve sob controle das empresas funerárias, a Prefeitura de Sidrolândia contratou um coveiro com salário de R$ 2.500,00. Esta remuneração é superior, por exemplo, a de servidores que exercem funções com exigência de nível superior de escolaridade, como a de fiscal de obras (salário de R$ 2.180,00).

O novo funcionário, contratado por três meses, Jesuíno Pereira da Cruz cumprirá expediente em tempo integral, sem direito a folga aos finais de semanais ou feriados. Ele estará à disposição a qualquer dia e independente do horário, conforme haja algum sepultamento a fazer.

“O senhor Jesuíno será responsável pela abertura das covas e construção das carneiras. Além desta disponibilidade, pesou em favor dele, o fato de ter experiência, para fazer exumações, por exemplo,” explica o secretário de Administração, Kennedi Forgiarini. Antes de fechar o contrato, o secretário consultou a promotora Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira. “Como foi a única pessoa que identificamos no município com habilitação para fazer o serviço, tivemos que contratar”.

De qualquer forma, com a contratação, os familiares se livram das taxas escorchantes que eram obrigadas a pagar as funerárias,  que agora estão impedidas de fazer os sepultamentos, construir carneiras ou capelas, se limitando a preparar os corpos, vender os caixões e fazer o transporte dos corpos até o cemitério. Com isto, o custo do enterro caiu 95%.

Antes a construção de uma carneira (a sepultura mais simples) sai por R$ 800,00 ou R$ 600,00, dos associados das Pax. Agora, basta recolher uma taxa que varia de 1,5 UFIS (R$ 19, 54, no caso de carneiras) a R$ 65,15 (com a construção de capela). O abuso era tanto que as funerárias lotearam o cemitério, construindo capelas que foram vendidas até a R$ 12 mil.

A partir de agora, as funerárias estão proibidas de construir capelas, que será responsabilidade exclusiva das famílias.