Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Domingo, 20 de Junho de 2021

Sidrolandia

Prefeitura gasta R$ 45 mil por mês com posto que atende menos de 2 pacientes na madrugada

A decisão de fechar a Unidade Central depois da meia-noite está provocando reações entre alguns médicos que se revezam nos plantões

Flávio Paes/Região News

30 de Agosto de 2013 - 07:40

A Prefeitura de Sidrolândia está gastando R$ 45 mil por mês para manter funcionando em regime de 24 horas a Unidade Central de Saúde Acelino Roberto Ferreira, que a partir de domingo, dia 1º, deve ser fechada entre meia-noite e 6 horas da manhã do dia seguinte, quando retomará o atendimento. Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostra que nos últimos 40 dias foram atendidas 54 pessoas, uma média de 1,35 pessoa por dia durante a madrugada.

Ou seja, toda a estrutura de cinco funcionários (um médico, enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e um recepcionista) fica de plantão para atender menos de duas pessoas por dia. O custo maior é com o médico que ganha R$ 1 mil por plantão para permanecer 12 horas na Unidade Central, onde atende os casos mais simples e encaminha ao Hospital Elmiria Silvério Barbosa os pacientes que exigem maiores cuidados.

A decisão de fechar a Unidade Central depois da meia-noite está provocando reações entre alguns médicos que se revezam nos plantões. Estes profissionais devem se reunir com a secretária de Saúde, Leila Couto, nesta sexta-feira para tentar convencê-la a rever a medida.  Procurada ontem à tarde pela reportagem a secretária nem quis receber a equipe do Região News para explicar a medida. Por meio de assessores avisou que só se pronunciar depois de consultar o prefeito Ari Basso e numa entrevista coletiva.

Uma das dúvidas a serem esclarecidas é se haverá reforço na estrutura de pronto atendimento do hospital que durante a madrugada será única opção para a população recorrer caso precise do socorro médico.  Hoje o Elmiria Silvério Barbosa só dispõe de um médico plantonista que quando há pacientes encaminhados a Campo Grande na vaga zero, segue junto na ambulância.

Até o ano passado o custo de manutenção da Unidade Central Acelino Roberto Ferreira, fica em torno de R$ 35 mil. Houve um incremento de R$ 10 mil porque no início do ano houve um reajuste nos plantões, que no caso dos médicos, passou de R$ 750,00 para R$ 1 mil. A avaliação é de que o posto, como não tem estrutura para o primeiro atendimento de urgência e emergência, acabou se transformando num consultório aberto 24 horas, com pouca resolutividade.