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Sidrolandia

Prefeitura não vai renovar convênio do tapa-buraco com a Sanesul e reclama de seguidos estragos no asfalto

Basso lembra que boa parte do serviço de recuperação da malha viária feito nos últimos dois anos, com aplicação de lama asfáltica, ficou comprometido.

Flávio Paes/Região News

12 de Novembro de 2015 - 09:08

Em ofício encaminhado na última semana do mês de outubro (dia 22), à direção da empresa, o prefeito Ari Basso (PSDB) comunicou ao presidente da Sanesul, Luiz Carlos da Rocha Lima, sua decisão de não renovar o convênio pelo qual o município se responsabiliza pelo tapa-buraco executado no pavimento danificado com o serviço de manutenção da rede de água e tem como contrapartida, abater no valor da conta de água das repartições públicas até o limite de R$ 350 mil por ano, aproximadamente R$ 32,5 mil por mês.

Este valor não cobre nem 30% das despesas que o município vem tendo para tapar os buracos abertos no asfalto para as equipes da empresa efetuaram reparos na rede, que como muito é antiga, apresenta seguidos vazamentos. No documento o prefeito sugere que a Sanesul contrate empresas para realizar o serviço, pois o município  “não dispõe de estrutura para reposição juntamente com suas próprias demandas”.

Basso lembra que boa parte do serviço de recuperação da malha viária feito nos últimos dois anos, com aplicação de lama asfáltica, ficou comprometido “por conta dos novos cortes de asfalto decorrentes de vazamentos na rede antiga existente em toda a cidade”. Outra reclamação do prefeito é que a Sanesul, embora tenha um bom faturamento na cidade (cerca de R$ 350 mil por mês) gerado por mais de 9 mil ligações, não dispõe de um caminhão caçamba para o transporte do material gerado com a abertura das valetas. Hoje, a Prefeitura tem cedido este veículo.

Resultado, tem demorado muito a execução do serviço, trazendo prejuízo aos comerciantes, “prejudicados com o pó da terra vermelha que levanta a cada veículo que trafega no asfalto sujo”. Outra cobrança feita a estatal, é que seja ampliado o quadro de pessoal e de veículos para garantir um atendimento mais ágil.

“Em alguns casos os serviços estão demorando, trazendo prejuízo à população da área urbana, o distrito do Quebra Coco e no assentamento Capão Bonito”, finaliza Ari Basso.