Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Domingo, 5 de Dezembro de 2021

Sidrolandia

Prefeitura precisaria de três orçamentos para executar em 2014 todas as metas da LDO

Os vereadores, alguns de primeiro mandato, incorporaram emendas de difícil execução na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Flávio Paes/Região News

26 de Agosto de 2013 - 08:16

A Prefeitura precisaria de um orçamento três vezes maior ao projetado para 2014  (estimado em R$ 132,2 milhões) parar cumprir  ao pé da letra as metas e diretrizes fixadas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)  aprovada pela Câmara e sancionada na semana passada pelo prefeito Ari  Basso.

Os vereadores, alguns de primeiro mandato, incorporaram emendas de difícil execução, como a reserva de 10% da receita líquida para investimento em  fomento e apoio a agricultura familiar,  de autoria do vereador Edivaldo dos Santos, ou meramente redundantes, como a do tucano Mauricio Anache, de reservar 15%  da receita para a saúde, o que já é uma exigência constitucional  há muito tempo cumprida e até extrapolada: o orçamento da Secretaria Municipal de Saúde compromete em torno de 19% do orçamento municipal.

Outro projeto ambicioso (para a realidade financeira atual da Prefeitura), inspirado também por Mauricio Anache, é o da construção de um hospital infantil municipal, quando hoje a cidade só dispõe de três pediatras para atender a rede pública no Posto 24 horas. Estabelece-se ainda como meta a construção da sede própria da Secretaria de Saúde; de um centro de diagnóstico; do laboratório central; uma unidade básica de saúde na área central e do prédio do depósito da farmácia central.

O tucano  Marcos Roberto, outro estreante no legislativo, conseguiu incorporar metas que  não cabem no orçamento municipal, como a criação de uma guarda municipal, nomeação de um monitor para atuar em cada um dos ônibus do transporte escolar na zona rural do município.  Por iniciativa do vereador Edno Ribas a LDO contemplou como diretriz a construção de uma sede para a  Secretaria de Obras.

O Executivo também não  foi modesto nas suas projeções. Previu, por exemplo, iniciar os estudos para a construção de um centro administrativo que concentraria todas as secretarias  municipais, prevendo o aproveitamento de parte de uma área de 14 hectares pertencente à Rede Ferroviária Federal que a Prefeitura  espera receber em doação a partir das negociações que estão sendo mantidas com o Serviço de Patrimônio da União.

Deve ser criado o Procon municipal  com a construção de uma unidade para atender o consumidor. Está prevista a revisão do plano diretor, código de postura e de obras do município. Na área da educação, prevê-se a instalação de câmeras de vídeo-monitoramento nas escolas municipais.

Na área da infraestrutura e do sistema viário, as metas são ambiciosas. Prevê-se, por exemplo, a construção de uma ciclovia nas duas saídas a cidade para Campo Grande e Maracaju , gestões junto ao DNITT para implantação de um anel rodoviário para retirar o tráfego pesado da BR-060 da  área central, além da duplicação da Avenida Dorvalino dos Santos e prolongamento da rodovia. A criação do transporte coletivo, também foi  sugerida.