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Sidrolandia

Presidente da Câmara de Dourados é condenado por corrupção eleitoral

Depois de confirmado o crime eleitoral, o juiz condenou o presidente da Câmara de Dourados a cumprir um ano e meio de reclusão em regime aberto

Midiamax

15 de Julho de 2010 - 13:30

Presidente da Câmara de Dourados é condenado por corrupção eleitoral
Presidente da C - Foto: Marcos Tom

O presidente da Câmara Municipal de Dourados, vereador Sidlei Alves (DEM), foi condenado ao pagamento de vinte salários mínimos para entidades filantrópicas. A sentença, do juiz José Domingues Filho, é fruto de ação impetrada pelo MPE (Ministério Público Estadual) que acusou o vereador de corrupção eleitoral.

Conforme a ação, a investigação começou com a apreensão de um computador e uma agenda com arquivos identificados como “fichas de visitas” e “relatórios de atendimento – casos resolvidos”.

Nos relatórios, segundo o MPE, havia mais de cem ofertas de vantagens para eleitores. No total 122 teriam sido efetivamente comprovadas em troca de voto. Os fatos aconteceram em 2008 durante a campanha eleitoral quando Sidlei disputava a reeleição.

Depois de confirmado o crime eleitoral, o juiz condenou o presidente da Câmara de Dourados a cumprir um ano e meio de reclusão em regime aberto. A pena foi convertida no pagamento de vinte salários mínimos de multa, sendo metade para a Associação de Combate ao Câncer e o restante para a Creche André Luiz.

No processo consta que entre as vantagens oferecidas pelo vereador constavam doação de próteses dentárias, exames, óculos, consulta médica, auxílio em mudança, botijão de gás, pagamento de energia elétrica, passagens, combustíveis, entre outros.

O presidente da Câmara de Dourados também deverá comparecer ao Fórum na sexta-feira, dia 13 de agosto às 14h30, para responder a uma ação de improbidade administrativa por causa da contratação pela Câmara de um funcionário público estadual denunciado por acúmulo de função.

Sidlei disse que vai apresentar a sua defesa. O parlamentar informou que vai recorrer da sentença e nega que comprou votos na campanha de 2008.