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Sidrolandia

Pressão ao Congresso pode acelerar solução indígena em MS, afirmam deputados

Ao final do encontro, o presidente da Acrissul Francisco Maia anunciou que irá se reunir com líderes e produtores do Estado para estabelecer uma data onde irão até Brasília

Acrissul

23 de Julho de 2013 - 17:00

Em visita à Capital na manhã de terça (23), os deputados federais Abelardo Lupion (DEM-PR), Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) contaram aos presentes no auditório da Acrissul, em Campo Grande, sobre o andamento do imbróglio que afeta os produtores sul-mato-grossenses.

Mandetta contou que em reunião com os ministros, os mesmos afirmaram que o prazo do dia 5 agosto foi dado para o Governo dar uma posição sobre o assunto e não apresentar uma solução. “Porém, estamos pressionando para que eles assumam a legalidade e a veracidade dos títulos de posse no Estado, tendo como base o marco temporal”, pontua. “Cobramos de todos os ministros ações resolutivas, principalmente em relação ao marco temporal”, reforçou Lupion.

“Precisamos garantir o direito da propriedade que vale para todos, desde o pequeno até o grande produtor. O índio tem que entender que ele não é dono de qualquer terra e não pode entrar na hora que bem entender”, enfatizou Azambuja.

Ronaldo Caiado também tocou em ponto fundamental ao citar os descumprimentos das ordens judiciais que vêm acontecendo em MS, “isso mostra a falência da instituição Estado e acaba colocando em risco a situação de segurança jurídica do país e consequentemente da democracia”, alertou.

Para o deputado Lupion esse é um problema diferente de todos os já enfrentados pelos produtores brasileiros, de cunho ideológico. “Temos um presidente [do Congresso Nacional] covarde que negociou com os índios que invadiram a bancada federal no dia da votação da PEC que criava a comissão especial que iria elaborar os laudos antropológicos”, desabafa. Nessa linha, Caiado complementou dizendo que os interesses políticos estão sobrepondo-se ao bem maior nacional.

Para ilustrar, o deputado Azambuja contou sobre uma visita que fez ao Mato Grosso nos últimos dias, onde ao passar por uma aldeia, “tinham três americanos que estavam ‘de passagem’ pelo local”.

Abelardo Lupion cobrou maior posicionamento dos produtores locais, dizendo que “não adianta agirmos sozinhos se não existir pressão por parte dos senhores”, opinião compartilhada por Caiado, “todos precisam abraçar a causa e não deixar só na mão dos líderes das entidades. Esse é o momento de exaltar o que nós construímos e revigorar o espírito de luta, pressionando o Congresso”.

Ronaldo ainda apresentou a mobilização política como alternativa para a votação em urgência e por mérito de uma legislação que trata sobre os conflitos no Estado. “Precisamos do apoio dos líderes do PMDB, PTB, PSD e PPS. Aí sim teríamos a maioria do Congresso possibilitando esse tipo de votação”, explica.

Para os políticos, o setor do agronegócio é o que segura o Brasil em pé e não suporta mais esses embates. “Vamos refletir sobre nossas ações e nos mobilizarmos. Hoje pode não ser a sua propriedade que está invadida, mas ninguém está a salvo. Vamos nos incentivar com as manifestações que acontecem nas ruas do país. Enquanto vários estados organizam-se somente pelo Facebook e sem nenhuma liderança, nós não conseguimos sequer encher uma sala. É necessário agir urgentemente, senão tudo o que construímos vai cair por terra”, preconizou.

Ao final do encontro, o presidente da Acrissul Francisco Maia anunciou que irá se reunir com líderes e produtores do Estado para estabelecer uma data onde irão até Brasília para fazer pressão ao Congresso Nacional.

Também estiveram presentes o secretário da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – Famasul Ruy Fachini Filho e o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul – Aprosoja/MS Almir Dalpasquale.