Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 4 de Dezembro de 2021

Sidrolandia

Projeto da Fiems para melhorar educação básica beneficiará 280 mil pessoas

O Educação para o Mundo do Trabalho foi lançado na quinta-feira à noite e vai atender jovens e industriários sem o Ensino Médio completo

Daniel Pedra/Assessoria

09 de Agosto de 2013 - 08:32

O Projeto Educação para o Mundo do Trabalho, coordenado pela CNI e desenvolvido pela Fiems, vai beneficiar em Mato Grosso do Sul 279.457 jovens entre 18 e 24 anos de idade que estão no Ensino Médio, jovens entre 18 e 24 anos que possuem o Ensino Médio completo e incompleto, mas que não estudam e nem trabalham, e trabalhadores da indústria que não possuem Ensino Médio com ações destinadas a promover um salto na qualidade da educação escolar básica, sobretudo em língua portuguesa, matemática e ciências.

"O Sistema Indústria tem a preocupação de alavancar o conhecimento e a dignidade dos jovens e dos trabalhadores das indústrias, elevando o nível de escolaridade, por meio da mobilização da sociedade, empresários e governo para levar mais conhecimento, competências e habilidades indispensáveis ao desenvolvimento pessoal, como cidadão e agente produtivo”, declarou o vice-presidente da Fiems, José Francisco Veloso, ao lançar, na noite de ontem (08/08), no auditório da FatecSenai Campo Grande, o Projeto Educação para o Mundo do Trabalho.

Atualmente, conforme levantamento com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2011, em Mato Grosso do Sul são 104.060 jovens que estão no Ensino Médio, 106.047 jovens que estão fora da escola e sem emprego e 69.350 industriários que não possuem Ensino Médio. No caso específico dos trabalhadores das indústrias, 576 são analfabetos, 37.977 têm Ensino Fundamental incompleto, 16.168 têm Ensino Fundamental completo e 14.629 têm Ensino Médio incompleto.

Para o gestor da Secretaria Estadual de Educação, Davi de Oliveira Santos, a formação profissional já vem sendo estimulada e o fácil acesso tem gerado uma busca por parte dos jovens, no entanto, resgatar a formação básica é um investimento que irá oferecer mais suporte para uma qualificação mais adequada. “Acreditamos nas ações desse projeto, que a Fiems traz junto a CNI, e queremos ser fortes parceiros nessa caminhada”, disse.

Já o superintendente-substituto do Ministério do Trabalho e Emprego de Mato Grosso do Sul, Wallace Faria Pacheco, ressaltou que a parceria entre as entidades e a sociedade civil fortalece ainda mais a vontade de criar mudanças. “O fortalecimento da educação básica é um desafio e a Fiems vem trazer a proposta para superar esse problema enfrentado em todo o país”, afirmou.

Discussão

A Educação para o Mundo do Trabalho foi também tema ministrado pelo palestrante da CNI, Carlos Alberto Gomes, e que abordou os problemas e soluções para a problemática no país. Ele destacou que o nível educacional da população é um dos principais fatores que estimulam ou entravam a modernização e a competitividade dos setores econômicos. “A indústria brasileira percebeu que para avançar nesse cenário é necessário promover um decisivo salto na qualidade da educação escolar básica”, falou.

Carlos Alberto disse ainda que é necessário tomar alguma providências de médio a longo prazo como  mudanças curriculares, formação e valorização do professor, participação das famílias, gestão das escolas, infraestrutura escolar, educação técnica e profissional. Para garantir competitividade a formação dos profissionais exige para a área de gestão pelo menos um curso superior, já para a área de produção a exigência é de pelo menos um curso técnico, sendo que para os cargos de gerência e diretoria o mínimo é ter uma graduação. 

A coordenadora de educação à distância do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), Edilene Maria de Oliveira, que participou do lançamento, disse que é preciso valorizar os professores e priorizar uma formação que o torne mais habilitado. “Dessa forma, ele vai garantir maior permanência dos alunos nas escolas, pois irá torná-lo mais preparado com uma base sólida”, falou.

O Projeto

O Educação para o Mundo do Trabalho vai propor ações que deverão apresentar resultados de curto prazo, em ciclos de 12 e 24 meses, e prever, por exemplo, caminhos para a melhoria do desempenho dos jovens e dos trabalhadores em língua portuguesa, matemática e ciências. Em busca de resultados imediatos, o Projeto da CNI vai somar-se às iniciativas de médio e longo prazos de governos e outras organizações para melhorar a educação, contribuindo para que a indústria brasileira conte com profissionais qualificados e possa aumentar sua competitividade no cenário internacional.

Além disso, o Educação para o Mundo do Trabalho vai premiar, no próximo ano, as instituições que se destacarem no desenvolvimento das ações estabelecidas no Projeto. O caráter permanente do movimento será assegurado pelo acompanhamento das ações dos atores locais pelos representantes regionais do Sesi e Senai, que formarão uma rede interna de Educação para o Mundo do Trabalho.