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Sidrolandia

Puccinelli e Famasul recebem ministério da Justiça para discutir valores de terra Buriti

Os fazendeiros já aceitaram vender as terras para que a União as repasse aos índios da região, mas acreditam que o valor oferecido está muito baixo

Midiamax

26 de Fevereiro de 2014 - 10:49

O governador André Puccinelli, fazendeiros, representantes da Famasul, da Funai e funcionários do Ministério da Justiça vão se reunir nesta quinta-feira (27) às 10h na Governadoria para discutir a elevação do valor de venda das fazendas que correspondem a terra Buriti em Mato Grosso do Sul.

Os fazendeiros já aceitaram vender as terras para que a União as repasse aos índios da região, mas acreditam que o valor oferecido está muito baixo. Eles não aceitam repassar as terras pelos R$ 78 milhões calculados pelo Governo Federal e pedem R$ 150 milhões.

Segundo Puccinelli, o governo reconheceu que há distorções nos valores oferecidos por conta das benfeitorias. “Tenho esperança de chegar a um acordo. Apesar da escada ser alta, temos que subir os degraus”, anunciou. Ainda de acordo com o governador, três proprietários se recusam a conversar levando-se em conta o valor apresentado.

O valor foi apresentado em janeiro deste ano para aquisição de 30 propriedades rurais onde estão localizadas as terras Indígenas Butiti, na região de Sidrolândia. As propriedades foram avaliadas em R$ 78,5 milhões pela Fundação Nacional do Índio (Funai), pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a pedido do Ministério da Justiça. A avaliação leva em consideração as benfeitorias e terra nua.

Em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) afirmou que a avaliação do Ministério da Justiça para propriedades rurais não agradou aos produtores rurais do Estado. “Não foi o que os produtores esperavam, não é condizente com o valor de mercado. É uma questão de critério de avaliação, que temos que ajustar. Mas o fato de termos um retorno por parte do governo federal é um avanço nas negociações”, avaliou o assessor jurídico da Famasul, Carlo Daniel Coldibelli, à época.