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Sidrolandia

Queda de avião que matou dois em MS teria sido fatalidade, diz delegado

. De acordo com a FAB, a aeronave não tinha plano de voo e, por ser um voo visual, não há como confirmar, por enquanto, sua origem e destino.

G1 MS

20 de Julho de 2013 - 08:11

Após três horas de trabalho, a Polícia Civil acredita, preliminarmente, que a queda de um avião nesta sexta-feira (19), em uma fazenda localizada entre os municípios de Bonito e Porto Murtinho, região sudoeste de Mato Grosso do Sul, foi uma fatalidade.

O acidente ocorreu por volta das 11h (de MS) e provocou a morte de Guilherme Coimbra Prata, 50 anos, dono de uma fazenda em Porto Murtinho e produtor rural em Presidente Prudente (SP). A outra vítima é Geraldo Ribeiro de Souza, também 50 anos, que acompanhava o pecuarista. Conforme a polícia, ainda não há como saber quem pilotava a aeronave, pois os dois eram pilotos.

"Vamos aguardar o trabalho da conclusão das duas perícias para saber, efetivamente, o que levou o avião a cair", disse ao G1 o titular da Delegacia de Polícia de Bonito, Roberto Gurgel. Ele afirma que, mesmo diante da hipótese de fatalidade, a polícia não afasta outras possibilidades.

O delegado se refere ao trabalho da polícia e da Força Aérea Brasileira (FAB), que envia equipes no sábado (20) pela manhã para periciar a aeronave e investigar se houve falha mecânica. Já os policiais verificam o local do acidente, para saber como ocorreu a queda, e os corpos, que serão analisados no Instituto Médico Legal (IML) de Jardim, no mesmo período, para levantamento das causas da morte. Depois, os corpos serão liberados às famílias das vítimas para a cidade de Presidente Prudente (SP).

Conforme Gurgel, o tempo estava muito fechado no momento do acidente e havia neblina. Ao fazer uma curva, o piloto teria acionado o trem de pouso para tentar aterrissar diante do mau tempo. Dessa forma, o avião caiu de “barriga” e provocou um incêndio.

Ainda conforme o delegado, as vítimas foram identificadas por meio de objetos pessoais, como relógios, sapatos e roupas, além do prefixo do avião, um modelo BE36 Bonanza, prefixo PRKEX. As famílias já foram comunicadas pela polícia. De acordo com a FAB, a aeronave não tinha plano de voo e, por ser um voo visual, não há como confirmar, por enquanto, sua origem e destino.

O inquérito policial que apura as causas do acidente tem prazo de 30 dias, mas pode ser prorrogado. Roberto Gurgel também afirmou que dez testemunhas já foram listadas e devem ser ouvidas na próxima semana.