Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 2 de Dezembro de 2021

Sidrolandia

Racionamento de água muda rotina de quem não tem reservatório

Com o sistema de rodízio implantado desde quarta-feira pela Sanesul, das 24 horas do dia, por 11 horas, o fornecimento de água é interrompido em duas etapas

Flávio Paes/Região News

25 de Julho de 2013 - 13:25

Com a pane na bomba do super poço que produz 185 mil litros de água por hora e responde por 60% do abastecimento de Sidrolândia, o racionamento está mudando a rotina das famílias que moram nos bairros mais populosos, onde a maior parte das casas não tem reservatório (caixa d'água).  

Na casa de dona Selma Maria, no Diva Nantes, por exemplo, na quarta-feira foi preciso esperar até as 11 horas da noite para tomar banho , horário em que a água da rua começou a chegar para encher a caixa. “Agora fiquei esperta. O jeito é reduzir o consumo e não desperdiçar, só lavar a roupa necessária”, afirma.

Com o sistema de rodízio implantado desde quarta-feira pela Sanesul, das 24 horas do dia, por 11 horas, o fornecimento de água é interrompido em duas etapas de  seis horas durante o dia e de cinco à noite ou de madrugada, conforme cada região. No Diva Nantes por exemplo, que fica na parte baixa da cidade, não chega água na caixa das 13h30 às 18h30 e da meia-noite até às 5 horas da manhã do dia seguinte.

No Cascatinha II, que fica no outro extremo de Sidrolândia, região mais alta, na quarta-feira, as torneiras “secaram”  na noite anterior e a água só voltou  ontem por volta das 15 horas. “Meu filho, que estuda a tarde, não teve como ir a aula, se sujou e não teve como tomar banho. Tive que ir na casa da minha  mãe pegar água para fazer o almoço”, relata dona Maria Rodrigues, residente na Rua Nélio Saraiva Paim. A mesma situação se repetiu na casa de Charles John Custódio e de Elizabeth Brito, residentes na Rua Olivaldo Pereira.

Enquanto a população se adapta ao racionamento de água, equipes da Sanesul trabalham na retirada e substituição da bomba do super poço que apresentou problemas, embora estivesse em funcionamento há menos de dois meses. Esta é a terceira vez desde outubro do ano passado, que a empresa é obrigada a comprometer o abastecimento para substituir a bomba deste que é o principal manancial de abastecimento da cidade.