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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 21 de Outubro de 2021

Sidrolandia

Renovação de contrato com Sanesul deve ser primeiro ato de Simone no governo

Um dos primeiros atos de Simone como governadora em exercício deverá ser a renovação da concessão da Sanesul em Três Lagoas

Midiamax

05 de Janeiro de 2011 - 17:42

A vice-governadora do Estado, Simone Tebet (PMDB), assumirá o governo durante as férias de André Puccinelli, que deve viajar no domingo (9) para Guaratuba, no litoral paranaense. Um dos primeiros atos de Simone como governadora em exercício deverá ser a renovação da concessão da Sanesul em Três Lagoas, já que o contrato vigente entre a concessionária e o município vence no dia 10 de janeiro.

Em dezembro, os vereadores de Três Lagoas aprovaram por seis votos a três a autorização da renovação do contrato por 30 anos. Semanas antes da votação, porém, houve forte oposição por parte de alguns parlamentares, que chegaram a convocar audiências públicas para cobrar garantias da concessionária para aumentar os investimentos no setor de saneamento básico. Os vereadores também estudaram as hipóteses de municipalizar ou privatizar os serviços.

Além disso, a empresa é muito criticada na cidade por conta da água obtida no Poço do Palmito. Apesar de as análises da companhia atestarem que o produto está de acordo com as normas técnicas, a população reclama do gosto ruim e da temperatura elevada. Sobre isso, Simone explicou que a Sanesul terá um ano e meio para construir dois novos poços que irão auxiliar na melhoria da qualidade da água.

Agora, a Sanesul promete aplicar R$ 149 milhões nos sistemas de saneamento, além de universalizar o fornecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto até 2016. O novo convênio deve prever ainda direitos ao município de rescindir o contrato caso as cláusulas sejam descumpridas pela concessionária.

Simone Tebet, que no ano passado participou de uma das audiências na Câmara, comentou que sempre foi favorável à municipalização dos serviços, como defendiam os opositores. Mas, segundo ela, o caminho seria inviável porque Três Lagoas não tem condições de assumir o controle do fornecimento de água e esgoto.