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Sidrolandia

Reunião convocada para debate na Câmara, só serviu para Marcelo confirmar corte de 37,5% na verba do transporte

Os estudantes rejeitaram a possibilidade de se organizarem em associação para a entidade receber os recursos.

Flávio Paes/Região News

22 de Janeiro de 2017 - 21:15

A reunião convocada para este domingo pela manhã na Câmara Municipal com o caráter de debate, acabou se transformando num monólogo para o prefeito Marcelo Ascoli anunciar diante de aproximadamente 150 acadêmicos o corte de 37,5% nos recursos para o transporte universitário neste ano.

O repasse que em 2016 ficou em torno de R$ 160 mil por mês, será reduzido a R$ 100 mil em 2017, recurso suficiente para garantir a gratuidade do serviço para 325 acadêmicos, deixando de fora aproximadamente 225 que receberam o benefício ano passado.

Pelas contas do presidente da Câmara, Jean Nazareth, que abriu a reunião, considerando que cada ônibus (com capacidade para transportar 44 alunos) custa R$ 13.640,00 por mês, com a verba de R$ 100 mil, seria suficiente para pagar 7,4 ônibus, ficando para ser custeados pelos alunos 5,5 ônibus, uma despesa de R$ 75.020,00, que dividida entre 600 alunos (que seriam o total de acadêmicos atendidos, incluindo 50 pagantes) R$ 125,03 por aluno.

“Não acredito que entre todos estes acadêmicos, nenhum tenha condição de pagar este valor”, comentou o presidente, que criticou a ausência de um maior número de estudantes, numa demonstração da falta de união da classe. “Em Maracaju, os universitários tem uma sede, frota de ônibus, dinheiro em caixa, muito embora a Prefeitura só contribua com R$ 60 mil por mês”.

Os estudantes rejeitaram a possibilidade de se organizarem em associação para a entidade receber os recursos. Já o representante de uma das empresas que presta o serviço (a Oliveira Tur) não concorda com a adoção do sistema de liberar o dinheiro diretamente para os alunos. O argumento do empresário é de que muitas vezes tinham de procurar os acadêmicos para buscar os cheques já liberados pela Prefeitura.

A única definição é que a partir desta semana a Secretaria Municipal de Assistência Social deve iniciar o recadastramento dos estudantes. Segue em aberto como será gerido o serviço, já que as duas alternativas testadas (repasse para o aluno ou associação) enfrentam rejeição. A alternativa da Prefeitura de pagar as empresas, dependeria de uma licitação que exigirá pelo menos 45 dias para o processo ser concluído. O problema é que em alguns estudantes, as aulas começa dia 1º, quando parte dos ônibus já deve estar circulando.