Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 6 de Julho de 2022

Sidrolandia

Revolta com impostos faz deputados passarem ‘dia de Câmara” na Assembleia

Empresários e produtores não deixaram barato o aumento de impostos e vaiaram e xingaram muito os deputados durante votação do projeto que reajusta o ITCD.

Midiamax

12 de Novembro de 2015 - 08:16

Os deputados sentiram na última sessão o que vereadores de Campo Grande se acostumaram nos últimos anos: a revolta da população. Empresários e produtores não deixaram barato o aumento de impostos  e vaiaram e xingaram muito os deputados durante votação do projeto que reajusta o ITCD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

As sessões na Assembleia Legislativa costumam ser calmas. É raro ver alguém mais exaltado. Porém, na última sessão, deputados provaram o gosto amargo da revolta popular. Vendidos, bandidos, traidores e outros xingamentos eram ouvidos constantemente, a cada fala de um deputado, durante a votação.

O presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), usou de uma democracia pouco vista antes na Casa e deixou a plateia se manifestar livremente, levando os deputados a uma chuva de vaias e xingamentos. O dia foi diferente

Alguns deputados, como o primeiro-secretário, Zé Teixeira (DEM), tentaram se justificar, mas foi pior. Zé Teixeira alegou que evitou um rombo ainda maior e que não poderia votar contra um projeto apresentado por ele. Porém, não foi suficiente para contornar a situação. “Não interessa. Vendido”, rebateu a plateia.

Outros deputados, como o vice-presidente da Assembleia, Onevan de Matos, não se levantaram para votar, conforme o protocolo, e também foi bastante pressionado. “Fala alto. Está com medo”, gritou um dos manifestantes.

Mesmo com a pressão, a maioria dos deputados aprovou o reajuste do ITCD. Votaram pelo aumento do imposto os deputados Barbosinha (PSB), Márcio Fernandes (PTdoB), Lídio Lopes (PEN), Beto Pereira (PDT), Antonieta Amorim (PMDB), Eduardo Rocha (PMDB), Maurício Picarelli (PMDB), Renato Câmara (PMDB), Marquinhos Trad (PMDB), Angelo Guerreiro (PSDB), Flávio Kayatt (PSDB), Onevan de Matos (PSDB), Rinaldo Modesto (PSDB), Zé Teixeira (DEM) e George Takimoto (PDT).

Deram voto contrário ao projeto os deputados Paulo Corrêa (PR), Felipe Orro (PDT), Mara Caseiro (PTdoB), Pedro Kemp (PT), Amarildo Cruz (PT), Cabo Almi (PT) e João Grandão (PT). Não votaram o presidente da casa, Junior Mochi (PMDB), por força do regimento, e Grazielle Machado (PR), que está de licença médica.